quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Discurso de Dilma na Assembleia da ONU

Veja íntegra do discurso de Dilma Rousseff na ONU

A presidente da República, Dilma Rousseff, abriu na manhã desta quarta-feira a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), sendo a primeira mulher a receber a honraria desde a criação do órgão. Leia a íntegra do discurso de Dilma:
Senhor presidente da Assembleia Geral, Nassir Abdulaziz Al-Nasser,
Senhor secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon,
Senhoras e senhores chefes de Estado e de Governo,
Senhoras e senhores,

Pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o Debate Geral. É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo.
É com humildade pessoal, mas com justificado orgulho de mulher, que vivo este momento histórico.
Divido esta emoção com mais da metade dos seres humanos deste planeta, que, como eu, nasceram mulher, e que, com tenacidade, estão ocupando o lugar que merecem no mundo. Tenho certeza, senhoras e senhores, de que este será o século das mulheres.
Na língua portuguesa, palavras como vida, alma e esperança pertencem ao gênero feminino. E são também femininas duas outras palavras muito especiais para mim: coragem e sinceridade. Pois é com coragem e sinceridade que quero lhes falar no dia de hoje.
Senhor Presidente,
O mundo vive um momento extremamente delicado e, ao mesmo tempo, uma grande oportunidade histórica. Enfrentamos uma crise econômica que, se não debelada, pode se transformar em uma grave ruptura política e social. Uma ruptura sem precedentes, capaz de provocar sérios desequilíbrios na convivência entre as pessoas e as nações.
Mais que nunca, o destino do mundo está nas mãos de todos os seus governantes, sem exceção. Ou nos unimos todos e saímos, juntos, vencedores ou sairemos todos derrotados.
Agora, menos importante é saber quais foram os causadores da situação que enfrentamos, até porque isto já está suficientemente claro. Importa, sim, encontrarmos soluções coletivas, rápidas e verdadeiras.
Essa crise é séria demais para que seja administrada apenas por uns poucos países. Seus governos e bancos centrais continuam com a responsabilidade maior na condução do processo, mas como todos os países sofrem as consequências da crise, todos têm o direito de participar das soluções.
Não é por falta de recursos financeiros que os líderes dos países desenvolvidos ainda não encontraram uma solução para a crise. É, permitam-me dizer, por falta de recursos políticos e algumas vezes, de clareza de ideias.
Uma parte do mundo não encontrou ainda o equilíbrio entre ajustes fiscais apropriados e estímulos fiscais corretos e precisos para a demanda e o crescimento. Ficam presos na armadilha que não separa interesses partidários daqueles interesses legítimos da sociedade.
O desafio colocado pela crise é substituir teorias defasadas, de um mundo velho, por novas formulações para um mundo novo. Enquanto muitos governos se encolhem, a face mais amarga da crise - a do desemprego - se amplia. Já temos 205 milhões de desempregados no mundo. 44 milhões na Europa. 14 milhões nos Estados Unidos. É vital combater essa praga e impedir que se alastre para outras regiões do planeta.
Nós, mulheres, sabemos, mais que ninguém, que o desemprego não é apenas uma estatística. Golpeia as famílias, nossos filhos e nossos maridos. Tira a esperança e deixa a violência e a dor.
Senhor Presidente,
É significativo que seja a presidenta de um país emergente, um país que vive praticamente um ambiente de pleno emprego, que venha falar, aqui, hoje, com cores tão vívidas, dessa tragédia que assola, em especial, os países desenvolvidos.
Como outros países emergentes, o Brasil tem sido, até agora, menos afetado pela crise mundial. Mas sabemos que nossa capacidade de resistência não é ilimitada. Queremos - e podemos - ajudar, enquanto há tempo, os países onde a crise já é aguda.
Um novo tipo de cooperação, entre países emergentes e países desenvolvidos, é a oportunidade histórica para redefinir, de forma solidária e responsável, os compromissos que regem as relações internacionais.
O mundo se defronta com uma crise que é ao mesmo tempo econômica, de governança e de coordenação política.
Não haverá a retomada da confiança e do crescimento enquanto não se intensificarem os esforços de coordenação entre os países integrantes da ONU e as demais instituições multilaterais, como o G-20, o Fundo Monetário, o Banco Mundial e outros organismos. A ONU e essas organizações precisam emitir, com a máxima urgência, sinais claros de coesão política e de coordenação macroeconômica.
As políticas fiscais e monetárias, por exemplo, devem ser objeto de avaliação mútua, de forma a impedir efeitos indesejáveis sobre os outros países, evitando reações defensivas que, por sua vez, levam a um círculo vicioso.
Já a solução do problema da dívida deve ser combinada com o crescimento econômico. Há sinais evidentes de que várias economias avançadas se encontram no limiar da recessão, o que dificultará, sobremaneira, a resolução dos problemas fiscais.
Está claro que a prioridade da economia mundial, neste momento, deve ser solucionar o problema dos países em crise de dívida soberana e reverter o presente quadro recessivo. Os países mais desenvolvidos precisam praticar políticas coordenadas de estímulo às economias extremamente debilitadas pela crise. Os países emergentes podem ajudar.
Países altamente superavitários devem estimular seus mercados internos e, quando for o caso, flexibilizar suas políticas cambiais, de maneira a cooperar para o reequilíbrio da demanda global.
Urge aprofundar a regulamentação do sistema financeiro e controlar essa fonte inesgotável de instabilidade. É preciso impor controles à guerra cambial, com a adoção de regimes de câmbio flutuante. Trata-se, senhoras e senhores, de impedir a manipulação do câmbio tanto por políticas monetárias excessivamente expansionistas como pelo artifício do câmbio fixo.
A reforma das instituições financeiras multilaterais deve, sem sombra de dúvida, prosseguir, aumentando a participação dos países emergentes, principais responsáveis pelo crescimento da economia mundial.
O protecionismo e todas as formas de manipulação comercial devem ser combatidos, pois conferem maior competitividade de maneira espúria e fraudulenta.
Senhor Presidente,
O Brasil está fazendo a sua parte. Com sacrifício, mas com discernimento, mantemos os gastos do governo sob rigoroso controle, a ponto de gerar vultoso superávit nas contas públicas, sem que isso comprometa o êxito das políticas sociais, nem nosso ritmo de investimento e de crescimento.
Estamos tomando precauções adicionais para reforçar nossa capacidade de resistência à crise, fortalecendo nosso mercado interno com políticas de distribuição de renda e inovação tecnológica.
Há pelo menos três anos, senhor Presidente, o Brasil repete, nesta mesma tribuna, que é preciso combater as causas, e não só as consequências da instabilidade global.
Temos insistido na inter-relação entre desenvolvimento, paz e segurança; e que as políticas de desenvolvimento sejam, cada vez mais, associadas às estratégias do Conselho de Segurança na busca por uma paz sustentável.
É assim que agimos em nosso compromisso com o Haiti e com a Guiné-Bissau. Na liderança da Minustah, temos promovido, desde 2004, no Haiti, projetos humanitários, que integram segurança e desenvolvimento. Com profundo respeito à soberania haitiana, o Brasil tem o orgulho de cooperar para a consolidação da democracia naquele país.
Estamos aptos a prestar também uma contribuição solidária, aos países irmãos do mundo em desenvolvimento, em matéria de segurança alimentar, tecnologia agrícola, geração de energia limpa e renovável e no combate à pobreza e à fome.
Senhor Presidente,
Desde o final de 2010, assistimos a uma sucessão de manifestações populares que se convencionou denominar "Primavera Árabe". O Brasil é pátria de adoção de muitos imigrantes daquela parte do mundo. Os brasileiros se solidarizam com a busca de um ideal que não pertence a nenhuma cultura, porque é universal: a liberdade.
É preciso que as nações aqui reunidas encontrem uma forma legítima e eficaz de ajudar as sociedades que clamam por reforma, sem retirar de seus cidadãos a condução do processo.
Repudiamos com veemência as repressões brutais que vitimam populações civis. Estamos convencidos de que, para a comunidade internacional, o recurso à força deve ser sempre a última alternativa. A busca da paz e da segurança no mundo não pode limitar-se a intervenções em situações extremas.
Apoiamos o Secretário-Geral no seu esforço de engajar as Nações Unidas na prevenção de conflitos, por meio do exercício incansável da democracia e da promoção do desenvolvimento.
O mundo sofre, hoje, as dolorosas consequências de intervenções que agravaram os conflitos, possibilitando a infiltração do terrorismo onde ele não existia, inaugurando novos ciclos de violência, multiplicando os números de vítimas civis.
Muito se fala sobre a responsabilidade de proteger; pouco se fala sobre a responsabilidade ao proteger. São conceitos que precisamos amadurecer juntos. Para isso, a atuação do Conselho de Segurança é essencial, e ela será tão mais acertada quanto mais legítimas forem suas decisões. E a legitimidade do próprio Conselho depende, cada dia mais, de sua reforma.
Senhor Presidente,
A cada ano que passa, mais urgente se faz uma solução para a falta de representatividade do Conselho de Segurança, o que corrói sua eficácia. O ex-presidente Joseph Deiss recordou-me um fato impressionante: o debate em torno da reforma do Conselho já entra em seu 18º ano. Não é possível, senhor Presidente, protelar mais.
O mundo precisa de um Conselho de Segurança que venha a refletir a realidade contemporânea; um Conselho que incorpore novos membros permanentes e não-permanentes, em especial representantes dos países em desenvolvimento.
O Brasil está pronto a assumir suas responsabilidades como membro permanente do Conselho. Vivemos em paz com nossos vizinhos há mais de 140 anos. Temos promovido com eles bem-sucedidos processos de integração e de cooperação. Abdicamos, por compromisso constitucional, do uso da energia nuclear para fins que não sejam pacíficos. Tenho orgulho de dizer que o Brasil é um vetor de paz, estabilidade e prosperidade em sua região, e até mesmo fora dela.
No Conselho de Direitos Humanos, atuamos inspirados por nossa própria história de superação. Queremos para os outros países o que queremos para nós mesmos.
O autoritarismo, a xenofobia, a miséria, a pena capital, a discriminação, todos são algozes dos direitos humanos. Há violações em todos os países, sem exceção. Reconheçamos esta realidade e aceitemos, todos, as críticas. Devemos nos beneficiar delas e criticar, sem meias-palavras, os casos flagrantes de violação, onde quer que ocorram.
Senhor Presidente,
Quero estender ao Sudão do Sul as boas vindas à nossa família de nações. O Brasil está pronto a cooperar com o mais jovem membro das Nações Unidas e contribuir para seu desenvolvimento soberano.
Mas lamento ainda não poder saudar, desta tribuna, o ingresso pleno da Palestina na Organização das Nações Unidas. O Brasil já reconhece o Estado palestino como tal, nas fronteiras de 1967, de forma consistente com as resoluções das Nações Unidas. Assim como a maioria dos países nesta Assembleia, acreditamos que é chegado o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título.
O reconhecimento ao direito legítimo do povo palestino à soberania e à autodeterminação amplia as possibilidades de uma paz duradoura no Oriente Médio. Apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política em seu entorno regional.
Venho de um país onde descendentes de árabes e judeus são compatriotas e convivem em harmonia - como deve ser.
Senhor Presidente,
O Brasil defende um acordo global, abrangente e ambicioso para combater a mudança do clima no marco das Nações Unidas. Para tanto, é preciso que os países assumam as responsabilidades que lhes cabem.
Apresentamos uma proposta concreta, voluntária e significativa de redução (de emissões), durante a Cúpula de Copenhague, em 2009. Esperamos poder avançar já na reunião de Durban, apoiando os países em desenvolvimento nos seus esforços de redução de emissões e garantindo que os países desenvolvidos cumprirão suas obrigações, com novas metas no Protocolo de Quioto, para além de 2012.
Teremos a honra de sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho do ano que vem. Juntamente com o Secretário-Geral Ban Ki-moon, reitero aqui o convite para que todos os Chefes de Estado e de Governo compareçam.
Senhor Presidente e minhas companheiras mulheres de todo mundo,
O Brasil descobriu que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza. E que uma verdadeira política de direitos humanos tem por base a diminuição da desigualdade e da discriminação entre as pessoas, entre as regiões e entre os gêneros.
O Brasil avançou política, econômica e socialmente sem comprometer sequer uma das liberdades democráticas. Cumprimos quase todos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, antes de 2015. Saíram da pobreza e ascenderam para a classe média no meu país quase 40 milhões de brasileiras e brasileiros. Tenho plena convicção de que cumpriremos nossa meta de, até o final do meu governo, erradicar a pobreza extrema no Brasil.
No meu país, a mulher tem sido fundamental na superação das desigualdades sociais. Nossos programas de distribuição de renda têm nas mães a figura central. São elas que cuidam dos recursos que permitem às famílias investir na saúde e na educação de seus filhos.
Mas o meu país, como todos os países do mundo, ainda precisa fazer muito mais pela valorização e afirmação da mulher. Ao falar disso, cumprimento o secretário-geral Ban Ki-moon pela prioridade que tem conferido às mulheres em sua gestão à frente das Nações Unidas.
Saúdo, em especial, a criação da ONU Mulher e sua diretora-executiva, Michelle Bachelet.
Senhor Presidente,
Além do meu querido Brasil, sinto-me, aqui, representando todas as mulheres do mundo. As mulheres anônimas, aquelas que passam fome e não podem dar de comer aos seus filhos; aquelas que padecem de doenças e não podem se tratar; aquelas que sofrem violência e são discriminadas no emprego, na sociedade e na vida familiar; aquelas cujo trabalho no lar cria as gerações futuras.
Junto minha voz às vozes das mulheres que ousaram lutar, que ousaram participar da vida política e da vida profissional, e conquistaram o espaço de poder que me permite estar aqui hoje.
Como mulher que sofreu tortura no cárcere, sei como são importantes os valores da democracia, da justiça, dos direitos humanos e da liberdade.
E é com a esperança de que estes valores continuem inspirando o trabalho desta Casa das Nações que tenho a honra de iniciar o Debate Geral da 66ª Assembleia Geral da ONU.
Muito obrigada.

"Paz não virá de resoluções e declarações na ONU", diz Obama

O presidente Barack Obama discursa na 66ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Foto: AFP


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quarta-feira que no Oriente Médio "a paz não virá de resoluções e declarações na ONU", mas das negociações diretas entre israelenses e palestinos. Obama deu esta declaração diante da 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na qual o presidente palestino, Mahmoud Abbas, planeja solicitar o reconhecimento da Palestina como Estado, o que os EUA e Israel rejeitam.
O presidente americano dedicou especial atenção em seu discurso ao conflito israelense-palestino, e insistiu que a solução para o problema não chegará com o reconhecimento da Palestina como Estado na ONU, mas com conversas diretas entre as duas partes.
"Não há atalhos para chegar ao final de um conflito que se prolongou há décadas", afirmou. "No final, são os israelenses e os palestinos, não nós, que devem chegar a um acordo nos assuntos que lhes dividem: as fronteiras e a segurança, os refugiados e Jerusalém".
Obama afirmou que os Estados Unidos apoiam o estabelecimento de um Estado palestino, mas defendeu que o êxito só chegará "se pudermos colocar as partes a sentar juntas, a escutar e entender as esperanças e medos mútuos".
Para o presidente americano, as duas partes têm reivindicações legítimas, enquanto os palestinos pedem seu Estado, Israel exige segurança. "Os amigos dos palestinos não lhes fazem bem se omitindo a esta verdade, da mesma forma que os amigos de Israel devem reconhecer a necessidade de conseguir uma solução entre dois Estados, com um Israel seguro junto a uma Palestina independente", ressaltou.
Após o discurso, Obama deve se reunir com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e às 19h do horário de Brasília ele se encontra com Abbas, para tentar evitar uma crise nas Nações Unidas e persuadir as partes para a retomada das negociações diretas.
A posição dos EUA é de que o pedido de reconhecimento do Estado palestino na ONU é contraproducente, pode criar mais violência e não servirá para selar a paz entre os envolvidos.
Para Obama, a única forma de conseguir um verdadeiro Estado palestino independente é com conversas diretas com Israel. Entretanto, essas conversas se encontram paradas há um ano, quando expirou a moratória israelense à construção de novas casas nos assentamentos da Cisjordânia. Abbas defende que a única forma de restabelecer as negociações é com o reconhecimento do Estado palestino na ONU.
Enquanto Obama se reúne com os líderes israelense e palestino, os outros membros do Quarteto para o Oriente Médio (EUA, Rússia, União Europeia e ONU) tentam chegar até um consenso, até o momento sem resultado, para uma declaração que permita relançar as negociações diretas de paz.
Primavera Árabe
Obama exaltou 2011 como um ano de "transformação extraordinária" no mundo. Ele relembrou a "difícil década" passada desde o 11 de setembro, e, enfatizando a morte de Osama bin Laden, falou sobre a Primavera Árabe e as mudanças políticas na África.
"Dez anos atrás, havia aqui uma ferida aberta", disse o presidente em referência a Nova York, onde é realizada a Assembleia, mas, agora, "a maré da guerra está recrudescendo", fazendo referência ao enfraquecimento da rede Al-Qaeda. Obama voltou a demonstrar apoio às nações árabes que passam por tranformações históricas de governo, exaltando que os povos de tunísia, egito e líbia decidem agora por si mesmos.
Obama convocou ainda o Conselho de Segurança da ONU a impor imediatamente sanções à Síria pela repressão das manifestações contra o regime de Bashar al-Assad.
"Não agir é indesculpável. É hora de o Conselho de Segurança das Nações Unidas sancionar o regime sírio, e de solidariedade para com os sírios", afirmou Obama em seu discurso na 66ª Assembleia Geral da organização internacional em Nova York.
Obama também ressaltou que não existem "atalhos" em direção à paz no Oriente Médio e advertiu sobre um maior isolamento do Irã e da Coreia do Norte devido à questão nuclear.
Programas nucleares
Obama afirmou nesta quarta-feira que o povo do Irã e o da Coreia do Norte terão um "futuro de mais oportunidade" se os países cumprirem as obrigações nucleares.
"Há um futuro de mais oportunidades para o povo dessas nações se seus governos cumprirem suas obrigações. Mas se eles continuarem em um caminho alheio à legislação internacional, eles devem enfrentar mais pressão e isolamento", disse ele.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Em NY, Abbas reafirma planos na ONU e prevê tempos difíceis para palestinos

Pouco após chegar a Nova York para a 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas, Mahmoud Abbas, o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), reafirmou seu plano de pedir reconhecimento como Estado-membro à ONU na sexta-feira (23) e afirmou prever "tempos difíceis" para os palestinos após a medida.
"O povo palestino e sua liderança passarão por tempos muitos difíceis após a iniciativa palestina nas Nações Unidas através do Conselho de Segurança para pedir reconhecimento pleno como Estado-membro com base nas fronteiras de 1967 e tendo Jerusalém Oriental como capital", disse o líder.
Tara Todras-Whitehill/Associated Press - 16.set.2011
O líder da ANP, Mahmoud Abbas, não cedeu às pressões dos EUA e da União Europeia e manteve iniciativa que levará à ONU
O líder da ANP, Mahmoud Abbas, não cedeu às pressões dos EUA e da União Europeia e manteve plano que levará à ONU
Em meio às declarações feitas aos jornalistas que o acompanharam na viagem de Ramallah a Nova York, Abbas disse que não cedeu às crescentes pressões ocidentais e de Israel para que ele abandonasse seu plano.
Dias atrás, o presidente dos EUA, Barack Obama, já deixou claro que seu país deverá barrar o pedido palestino no Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde detém poder de veto.
Tanto os americanos quanto os europeus despacharam enviados especiais à região na semana passada para conversar com Abbas e o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, mas a pressão diplomática e tentativa de retomar negociações não alteraram a iniciativa da ANP.
Abbas disse a jornalistas durante o voo para Nova York que seguirá com seu plano apesar de "ter-se instaurado o caos" por conta do pedido, acrescentando que os governos europeus e os Estados Unidos lhe informaram que "a situação não é boa" depois da iniciativa.
Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress
"Até que ponto, saberemos depois", disse Abbas, que depende da ajuda financeira internacional para sobreviver na Cisjordânia ocupada por Israel.
Os Estados Unidos e Israel querem manter o processo de paz restrito a um "diálogo bilateral" supervisionado à distância por Washington, disse Abbas. Mas esse diálogo tem fracassado, o que levou à iniciativa de buscar a condição de membro na ONU.
Membros do governo israelense estão pedindo represálias firmes contra uma iniciativa que, segundo eles, tem como objetivo isolar Israel. Alguns políticos norte-americanos disseram que tentarão cortar a ajuda dos EUA aos palestinos, que totaliza US$ 500 milhões, se não recuarem.
Em comparação, desde 2007 Israel recebe dos EUA US$ 3 bilhões em ajuda anual, em virtude de um acordo militar entre os dois países vigente até 2017.
A Autoridade Palestina já enfrenta uma crise financeira neste ano por causa da redução da ajuda dos Estados árabes.
ISRAEL E LEIS DE EMERGÊNCIA
Também na manhã desta segunda-feira, Abbas ressaltou a necessidade do apoio israelense e pediu que "o povo de Israel reconheça o Estado da Palestina, provando que pode haver uma solução de dois Estados, sem desperdiçar uma oportunidade para a paz".
"Nós dizemos ao povo de Israel, nós queremos paz, vocês querem a paz, nós já perdemos tempo suficiente e agora queremos adiantar as coisas. Nosso pedido não é um salto para o abismo, nós queremos nossa independência. Enfrentamos um mundo dividido e pedimos a eles que considerem a a causa palestina --quando teremos direto a um Estado?", questionou.
Em suas últimas reações ao plano, ainda no domingo (18), o premiê de Israel alertou para leis de emergência e descreditou a Assembleia Geral das Nações Unidas --onde se estima que o plano palestino seja aprovado, ao menos como Estado-não-membro-- e disse que somente a análise final do Conselho de Segurança --que pode aprovar ou vetar o status de Estado-membro-- tem peso político real.
"O Conselho de Segurança é como o governo das Nações Unidas, e estou convencido de que, como resultado da ação dos Estados Unidos em estreita colaboração com outros governos, a tentativa fracassará. A Assembleia é o Parlamento da ONU, por isso poderia passar qualquer decisão", declarou antes de ressaltar que "não tem a mesma importância que o Conselho de Segurança".
Segundo o jornal israelense "Haaretz", o governo israelense já estuda aplicar leis de emergência caso o plano seja aprovado na ONU. As medidas concedem à polícia a autorização de deter suspeitos por um período máximo de nove horas, três vezes mais do que marca atualmente a lei.
Também se prorrogaria de 24 para 48 horas o tempo que a polícia tem entre o momento da prisão até a apresentação do detento perante um juiz.
POTÊNCIAS
Abbas chega a NY um dia depois de uma reunião de 11 horas do Quarteto para o Oriente Médio (EUA, União Europeia, Rússia e ONU), na qual as potências buscaram esboçar um documento em que palestinos e israelenses se comprometam a manter as negociações mesmo após a iniciativa da ANP nas Nações Unidas.
Não houve comunicado oficial com os resultados da reunião, realizada a portas fechadas.
"O que buscaremos durante os próximos dias é uma forma de criar algo que permita que suas demandas e legítimas aspirações à condição de Estado sejam reconhecidas, enquanto se renova a única coisa que vai produzir um Estado, que é a negociação direta entre as duas partes", disse o ex-premiê britânico, emissário do Quarteto, sobre a necessidade de acordo.
Blair mostrou-se preocupado com o efeito que o reconhecimento do Estado palestino na ONU pode ter sobre a já volátil e complexa relação entre palestinos e israelenses.
Entre os temas que preocupam a comunidade internacional estão a decisão sobre a capital de um potencial Estado palestino, que entra em conflito direto com Israel, já que os dois lados disputam Jerusalém, os assentamentos judaicos na Cisjordânia e Jerusalém Oriental e as fronteiras pré-1967.
HAMAS
Embora o panorama externo para os palestinos já seja bastante complexo, o Hamas, movimento islâmico que controla a faixa de Gaza desde 2007 e mantém uma relação instável com a Cisjordânia, onde a ANP governa, apresentou neste domingo mais um desafio ao plano de Abbas.
O primeiro-ministro do movimento, Ismail Haniye, disse que o Hamas não apoia a iniciativa de Mahmoud Abbas e que só passaria a dar seu aval ao plano caso os acordos já obtidos entre palestinos e israelenses fossem rompidos, renegando a existência do Estado hebreu.
"Nós somos a favor da declaração de um Estado palestino em qualquer terra libertada", acrescentou dizendo que entre suas condições estão deixar de reconhecer o Estado de Israel e não ceder quanto às fronteiras que os territórios palestinos apresentavam antes da Guerra dos Seis Dias, em 1967, quando os israelenses anexaram partes dessas terras.

Editoria de Arte

sábado, 17 de setembro de 2011

CRISTO, Nossa Esperança!

Colossenses 1:13-29
Em momentos de tragédias que comovem um maior numero de pessoas, precisamos nos alicerçar da ESPERANCA … ela será a base de sustentação e de equilíbrio… ela será responsável pelo ânimo de que precisamos para continuar a luta… A Esperança é a última que morre!
Paulo, campeão na esperança em Cristo, nos diz que não podemos “nos afastar da esperança do Evangelho”(Col 1:23). E para ele, CRISTO EM VOS, ESPERANÇA DA GLÓRIA (Col 1:27). Portanto, se estamos em Cristo, então estamos alicerçados na Esperança! – Cristo está em você? Entao, você está cheio de Esperança! Quanto mais de Cristo existir em você, Maior será a sua Esperança…!!!
I – CRISTO, NOSSA ESPERANÇA NOS GARANTE UMA MELHOR QUALIDADE DE VIDA
1.1     – A Esperança reflete diretamente em nossa SAÚDE MENTAL, PSÍQUICA e EMOCIONAL: A “ESCALA DE DESESPERANÇA DE BECK” (psiquiatra americano), mede a falta de esperança em doentes psiquiátricos, atestando o seu PESSIMISMO e o risco de se cometer suicídio.
1.2       A Falta de Esperança reflete diretamente em nossa SAÚDE FÍSICA: Já tem estudos comprovando que aqueles que não tem esperança, morrem mais rapidamente… pacientes com câncer que perdem a esperança da cura, logo o câncer se alastra… Seja qual for a enfermidade, ela cresce e se fortalece em pacientes sem esperança…..
1.3     – A Falta de Esperança reflete diretamente em nossa Falta de Fé: A FÉ e a ESPERANÇA caminham lado a lado… A Fé é a “certeza das coisas que se esperam…”. Portanto, sem esperança não existe FÉ. Quem tem esperança, tem maior capacidade de desenvolver a sua FÉ… – Você tem esperança? – Então você tem FÉ! – Quem tem esperança e ainda não crê em Jesus, esta na hora de mudar e de acreditar que JESUS EXISTE e É SENHOR E SALVADOR…: Ele nos liberta do Imperio das Trevas e nos leva para o Reino do Filho do seu amor…- Tudo foi criado por meio dEle e para Ele… (LER COL 1:12…)!!!!
II- CRISTO, NOSSA ESPERANÇA NOS GARANTE A CONQUISTA DOS NOSSOS SONHOS
Não dá para sonhar se não tiver esperança!
Sem esperança é impossível FAZER PLANOS PARA O FUTURO… – Numa pesquisa do INSTITUTO GALLUP com 132 países, o BRASIL obteve A NOTA MAIS ALTA EM ESPERANÇA…!!!
A ESPERANÇA NOS LEVA À PROSPERAR: O Brasileiro está entre os que mais ABREM EMPRESAS no MUNDO… somos um povo empreendedor… e por isso, prosperamos…!
A ESPERANCA NOS LEVA A CONQUISTAR EMPREGOS MELHORES: Nos Acreditamos nas Promessas de Deus para as nossas VIDAS, Temos ESPERANÇA de que TODAS ELAS SE CUMPRIRÃO… A nossa Esperança está firmada EM CRISTO…- Comeremos o melhor dessa Terra… Nossos filhos serão prósperos, abastados e supridos das suas necessidades… Elas se assentarão entre os poderosos dessa terra….
A ESPERANÇA NOS LEVA A CRER NUM GRANDE AVIVAMENTO ESPIRITUAL: Nos seremos LIDERES de um grande avivamento… Cresceremos, avançaremos, conquistaremos… não há limites para as nossas conquistas… Ainda que venham as lutas, dificuldades e resistências do inferno, mas nos venceremos TODAS ELAS… e avançaremos….!!!!
A NOSSA ESPERANÇA ESTA NA PALAVRA DE DEUS, que JAMAIS FALHA OU MUDA: Nós nos alimentamos da PALAVRA… – Seremos sempre ABENÇOADOS… tudo que colocarmos a mao por fazer, prosperara… – Se ainda não prosperou, VAMOS TENTAR DE NOVO E DE NOVO E DE NOVO ATÉ DAR CERTO…!!!!
A ESPERANÇA NÃO NOS DEIXA DESISTIR DOS NOSSOS SONHOS….!!!!
III- CRISTO, NOSSA ESPERANÇA NOS GARANTE VITÓRIA SOBRE O ÚLTIMO INIMIGO
Paulo fala aos cristãos em COLOSSOS: CRISTO EM VOS, ESPERANCA DA GLORIA!! A esperança dessa Glória eterna, jamais vamos perdê-la…  _ PAULO nos alerta de que “vão tentar nos tirar, roubar essa esperança”… “SE É QUE PERMANECEIS, ALICERÇADOS E FIRMES, NÃO VOS DEIXANDO AFASTAR DA ESPERANCA DO EVANGELHO”… “AFASTAR = METAKINEO = MUDAR de posição, RETIRAR, REMOVER ALGO DE UMA SITUACAO PARA OUTRA… – Os GNÓSTICOS queriam “remover CRISTO” e colocar outros alicerces… – Não podemos nos desviar, pois se nos desviamos, vai embora a nossa ESPERANCA, deixamos CRISTO….!
Quanto alguém não tem CRISTO como a base da sua esperança e tem colocado a sua esperança NA RIQUEZA, NA SUA SABEDORIA, NA SUA FAMÍLIA, NO SEU CASAMENTO… aí, quando esse ALICERCE é abalado, a pessoa cai, a casa cai… Vemos quando uma pessoa tem esperança pela sua reação diante das adversidades da vida… Ilust.: EM cerimônia fúnebre, vemos isso com muita clareza… os que tem esperança, enfrentam muito melhor e em tranqüilidade a morte dos seus entes queridos…
I CO 15:51-58 “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados;
52 Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
53 Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade.
54 E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória 55  Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?
56 Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.
57 Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso SENHOR Jesus Cristo.
58 Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor
CONCLUSÃO: Em que esta alicerçada a sua ESPERANCA? – SALMOS 39: 5  Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade. (Selá.)6  Na verdade, todo homem anda numa vã aparência; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas, e não sabem quem as levará.7Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti.

SALMO 62: 5  Ó minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança.6 Só Ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha defesa; não serei abalado.

CRISTO EM NOS, ESPERANÇA DA GLÓRIA!!!

FONTE: MIBA – Ministério Internacional Batista do Avivamento

Um Guia para Tempos de Incerteza

Romanos 8: 26-30.

Analisando a nossa vida, algo que podemos afirmar é que todos atravessamos momentos difíceis. Dificuldades muitas vezes inexplicáveis e até impossíveis de vencermos. A Bíblia conta-nos a história de vida do apóstolo Paulo, homem poderoso e temível que perseguia aos seguidores de Jesus Cristo, mas que converteu-se ao Senhor após uma visitação do Espírito de Deus e tornou-se o maior dentre os missionários. Porém, enfrentou diversas dificuldades. Por vezes, pediu ao Senhor que o livrasse de problemas e angústias. Deus, em sua extrema sabedoria, assegurou que a Sua graça e força seriam suficientes para que ele suportasse tais situações. No texto lido, encontramos um verdadeiro guia para tempos de angústias e incertezas:
I – CONFIE NA INTERCESSÃO DO ESPÍRITO SANTO – (vs. 26 e 27) – A Bíblia diz que não sabemos orar como convém, mas que o Espírito interpreta as nossas orações e intercede com gemidos inexprimíveis. Certa vez, em seu ministério, o apóstolo Paulo recebeu da parte de Deus visões e revelações grandiosas. Mas, para não se ensoberbecer, foi-lhe posto um espinho na carne. Paulo orou para que o desconforto fosse removido, mas Deus não retirou aquele espinho, mas revelou que o Seu poder se aperfeiçoa nas fraquezas. Paulo então passou a ter prazer em momentos de aflições (II Co 12:7-10). O “espinho na carne” de Paulo destruiu seu orgulho, mantendo-o dependente do poder divino. E você, tem orado ao Senhor para que Ele te livre de problemas? Lembre-se que Paulo ao entender o propósito de Deus em toda aquela situação, confiou na intercessão do Espírito sabendo que essa interferência seria feita de acordo com a vontade do Pai. Permita que Jesus aja em sua vida, se entregue a Ele!
II – CREIA QUE TUDO COOPERA PARA O BEM DOS QUE AMAM A DEUS – (v. 28) – O apóstolo Paulo relata que já enfrentou jornadas de perigo, prisões, fome e sede, frio e nudez (II Co 11:22-27). Porém, diante de todas essas coisas, Paulo alega que tudo cooperou para o seu crescimento espiritual (II Co 12:10). Nós também sofremos perseguições e vivemos muitas situações que não nos agradam. Estamos acostumados a questionar o motivo de tantas lutas. Às vezes perguntamos por que Deus não age em nosso favor. Porém, ao olharmos como Paulo, conseguimos ver que o Pai trabalha para o bem em todas as coisas e que há um propósito na vida de todos nós. Ele governará sempre, mesmo diante de obstáculos e estará sempre no controle. Confie em Seu controle e permita que o Senhor Jesus dirija a sua vida!

III – ACREDITE QUE OS ESCOLHIDOS SERÃO GLORIFICADOS – (vs. 29 e 30) – Já no final de seu ministério, o apóstolo Paulo afirma: “Combati o bom combate, completei a carreira e guardei a fé.” (II Tm 4:7). Após todo aprendizado na presença do Senhor, Paulo prevê o seu martírio e com esta frase faz uma análise de sua vida. Apesar de muitas lutas e dificuldades, ele acreditou que viveu uma vida reta, sendo fiel ao ministério que Deus lhe havia confiado, cumprindo assim, o seu chamado. E você, tem cumprido o chamado de Deus para a sua vida? Assim como Paulo foi escolhido e separado para ser a imagem de Jesus, justificado e glorificado, exaltando assim ao nome do Senhor, permita ser escolhido e usado por Deus, atendendo então ao Seu chamado. Creia! Ao lado de Jesus, você será honrado!
CONCLUSÃO: Paulo, após ter a sua vida transformada pelo poder do evangelho, viveu aprendendo e ensinando. Passou a confiar totalmente na intercessão do Espírito, a ver o lado bom e a crer que todas as situações cooperariam para o seu crescimento e fortalecimento espiritual. Acreditou que pela sua obediência ao chamado, seu nome seria honrado. Aquele que antes perseguia, passou a pregar a fé que outrora procurava destruir. Deus quer que você também seja vaso. Abra seu coração e diga a Ele que você também quer pregar a fé que Paulo pregou!

Fonte: MIBA

A ORAÇÃO DO PAI NOSSO

Mateus 6:9-15
A oração do Pai Nosso, provavelmente o texto mais conhecido de toda a Bíblia…e certamente o mais citado… É uma oração de uma simplicidade que nos espanta… Parece até que Jesus estava sentado com um monte de criancinhas e aí resolveu ensiná-las a orar…
Ao mesmo tempo em que essa Oração é Simples, é também muito inteligente e de uma didática impressionante, pois como tantos conceitos teológicos e ensinamentos tão profundos podem ser passados com tanta simplicidade?  Ela é fácil de se memorizar e alcança todos os níveis de pessoas, desde os mais simples, aos mais letrados, aos intelectuais, filósofos, como também os mais novos na fé… até mesmo os analfabetos… todos entendem essa Oração e todos podem fazê-la, independente da sua Religião! É uma oração universal e se tornou ecumênica também…
Vamos refletir sobre essa Oração…
I – ELA NOS ENSINA A PEDIR COMO FILHOS
Augusto Cury em seu Livro: A Sabedoria nossa de Cada Dia – Os segredos do Pai-Nosso 2”, diz que “A Filosofia da Oração do pai nosso vai contra a sociedade desumana e a religiosidade superficial. Ela supre de pão todo ser humano, dos vaiados aos aplaudidos, dos miseráveis aos milionários, dos imorais aos puritanos, dos heterossexuais aos homossexuais… no fundo somos todos famintos…desnutridos”!!!
Jesus então nos ensina que somos FILHOS e como tais devemos saber PEDIR. Entao, precisamos mudar a nossa relação com Deus e vê-lo como um PAI. Ilust.: Como é que um filho conversa com seu Pai?
O que é que um FILHO PEDE AO PAI? – Dependendo da idade, pede de brinquedos a pipoca… de carro a avião… O Filho Pede TUDO o que ele precisa, acha que precisa, sonha, imagina… – Ele então vai crescendo e ai os seus pedidos vão sendo mais específicos, mais diretos, ele começa a VER AS LIMITAÇOES FINANCEIRAS DO PAI e aí, já pede menos e já começa a ir à luta para conquistar aquilo que deseja… – Parece que MUITOS FILHOS SE ESQUECERAM DE QUE OS RECURSOS DE DEUS-PAI SÃO INESGOTÁVEIS… SALMO 2:8 Pede-me e eu te darei AS NACOES…
Como é que um FILHO SE RELACIONA COM O PAI? – Ilust.: NA Casa Branca, o homem mais poderoso do mundo, foi filmado em seu gabinete trabalhando e uma de suas filhas escondida por trás do sofá pronta para lhe dar um susto… Uma Filha desejosa da atenção do Pai, de estar perto do Pai…
Hoje, existe cada tipo de oração, cada modelo que é no mínimo estranha para não dizer que a pessoa “pirou”… tem umas repetições que são uma loucura mesmo… – Ilust.: Imagine se seu filho chegasse pra você e começasse uma ladainha… você diria o que pra ele? – Os JUDEUS oravam 3 X ao dia e apresentam 18 pedidos iguais, todos os dias e essas orações eram 10 X mais longas que o PAI NOSSO!
II- ELA NOS ENSINA SOBRE O PERDÃO
Uma coisa é você pedir perdão a Deus, só você e Ele, falando baixinho… ou mesmo falando em sua mente… Outra coisa é você se dirigir a alguém e pedir perdão e falar o motivo…!!! Por isso é que o perdão tem sido tão pouco usado ou praticado… e ai cria-se uma multidão de “imperdoados”, de pessoas “presas nas mãos dos verdugos”, com as suas almas presas e as suas vidas amarradas, debaixo de maldição…isso porque não tem coragem e HUMILDADE o suficiente para pedir perdão…!!!
2.1 – O Perdão é UNILATERAL: Você perdoa a quem te ofendeu, sem que haja a necessidade de você ir lá para a pessoa que te feriu e obrigá-la a te pedir perdão. Quando você decide perdoar, você então é curado…!
2.2 – O Perdão é Gratuito (e não gratuÍto):você deve perdoar sem esperar receber absolutamente nada de volta, sem esperar recompensa, tapinhas nas costas, abraços, beijos… choro… – Ele Não EXIGE PAGAMENTO DA DÍVIDA, do tipo: perdôo, mas me pague o que deve! – É CLARO QUE QUEM ESTÁ ARREPENDIDO VAI TENTAR FAZER DE TUDO PARA RESSARCIR, PAGAR, RECOMPENSAR O DANO… (Assim como fez ZAQUEU…)!
2.3 – O Perdão é uma questão de Obediência a Deus: Perdoar é Obedecer! Portanto, pesa sobre nós uma ordem de Deus para que perdoemos… 70 X 7… perdoar sempre… – Deus é quem vai julgar, punir, recompensar… vingar… quando a gente perdoa, a gente está entregando a DEUS e a conta/dívida será paga por Ele…!
III – ELA NOS REVELA QUEM É DEUS
O Deus da oração do Pai Nosso é diferente do Deus que a gente lê, estuda e conhece no Antigo Testamento. Parece ser um outro Deus…!
Ilust.: Quando Moisés vai falar com Deus no SINAI, o povo fica embaixo morrendo de medo (nem quiseram ir com Moisés) e eles só ouvem RAIOS, Trovões e Fumaça…
Ilust.: Elias ora a Deus e diz ter feito tudo conforme a Sua Palavra, o Deus então “manda cair fogo do céu…”!!!
Ilust.: O Deus que falou com  Abraao, provou-lhe a fé pedindo-lhe que sacrificasse seu filho ISAQUE… a gente fica até assustado…
Ilust.: O Deus dos Profetas é apresentado muita vezes como um Deus que vai punir, castigar severamente o seu povo…
Aí, a gente se depara com o Deus do Pai Nosso… Ele é diferente…! Vejamos como é esse Deus: 1- Um Deus que quer que a gente o chame de PAI…; 2- Um Deus que não é exclusivo dos Judeus ou de nenhuma religião… “é o Deus de TODOS, é NOSSO”…; 3- Um Deus que se preocupa com o PÃO da gente…; 4- Um Deus que PERDOA a gente naturalmente…; 5- Um Deus que está disposto a nos segurar pela MÃO pra que a gente NÃO CAIA em tentação… Ora, mas a gente já está dizendo que conhece a tentação e aparentemente a gente só cai nela se quiser… e mesmo assim,l esse Deus esta disposto a nos ajudar e nos impedir de CAIR… – É como um pai que ajuda seu filho a caminhar e vai ao lado dele para ele não cair…!!! Ora, quem é que não quer um PAI desses???
CONCLUSÃO: Muitos tem medo de Deus… Outros se acham tão indignos de falar, de se aproximar desse Deus e muito menos de chamá-lo de PAI… Muitos acham que Deus o esqueceu e que não liga para as suas necessidades… TODOS ESTAO ENGANADOS!!! JESUS veio nos mostrar um DEUS que é PAI de todos,,, um Deus que nos Ama e que se preocupa conosco… mas principalmente um DEUS que deseja se relacionar conosco…!!!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Comichão nos Ouvidos - Loucos por Novidades


50 anos atrás a ênfase evangélica estava no poder vindo através do Espírito Santo e nos milagres por Ele promovidos. Tenho a sensação que as pessoas se esqueceram da palavra de Deus, pois quando se prega de uma forma direta, coerente e séria, todos prestam muita atenção e ficam boquiabertos. O Plano de Deus, quando é descortinado, é fascinante e muda de verdade o ser humano.
Os rituais evangélicos atuais estão centrados em prover as pessoas de bênçãos e respostas, mascaram pecados e atitudes e não causam uma mudança real de caráter. As pessoas cada vez mais buscam as igrejas apenas para receber os benefícios que Deus dá, mas não tem comprometimento com uma mudança de postura, de caráter.
Dias atrás eu falava da palavra de Deus, do padrão de Deus, do pensamento e plano de Deus para a Terra e para o homem, e as pessoas ao redor estavam sedentas. Uma destas pessoas me indagou porque em sua Igreja não se pregava aquilo daquela forma e a única resposta que me veio ao coração foi dizer-lhe que este tipo de pregação não dá Ibope e não enche igreja. Sou um pastor pentecostal, conheço o poder do Espírito Santo, porém só tê-lo sem conhecer a palavra é um perigo. Pessoas corriqueiramente estão incorrendo em heresias ou então esfriaram na fé esperando algum novo mover.
Todas as religiões e todo tipo de filosofia cresce de uma forma assustadora. Isso acontece porque se preocupam em prover as pessoas de bens materiais, porém estas religiões também não conseguem mudar o caráter de ninguém. Ficam bons nas reuniões, mas são animais no trânsito ou em qualquer outro lugar onde se relacionem com desconhecidos. Mal educados de verdade.
A força real do evangelho está em mudar tudo ao seu redor. Estas mudanças radicais conduzem a um testemunho gigantesco. Aquele que tinha um temperamento forte, era explosivo agora é manso, era teimoso, mas agora é obediente e dócil, era cheio de justiça natural, mas hoje é cheio de misericórdia e de bondade. É educado, foi domado pelo senhorio e governo de Jesus em sua vida.
Como é difícil mudar o coração do ser humano. As pessoas não gostam de ouvir a verdade, querem ser apenas providos de bênçãos. Não ouvem e nem praticam o evangelho apenas querem ouvir o que lhes faz bem e satisfaz a alma. São pessoas com coceira nos ouvidos e isto significa que vivem com fome de novidades. Permanecer na iniqüidade é a característica principal dos freqüentadores de igrejas, continuam perversos, fazem o mal de propósito e tiraram o direito de Deus governá-los.
Coceira nos ouvidos faz com que igrejas vivam lotadas de pessoas em busca de novos rituais e novos modismos. Para estes tipos de gente sempre haverão falsos mestres que, para aliviar as coceiras do povo, apenas coçam. Não há cura real.
Tome cuidado com novidades interessantes demais, com doutrinas de resultados instantâneos e rápidos. Não seja alguém que não suporta ouvir a verdade, que fala rápido demais, que se justifica, que prefere bênçãos ao invés de se ser amado e servir, não seja alguém louco por novidade com comichão os ouvidos.
Pr. Valdir Ávila S. Junior

Valdir Ávila S. Junior é pastor, teólogo, músico e produtor musical. Participou com a Ruach Ministries International de viagem missionária à Finlândia com Asaph Borba e Donald Stoll, fundadores do Estúdio Life (RS). Gravou com Adhemar de Campos, Daniel Souza, Gerson Ortega, Gregório McNutt, Nívea Soares, Massao Suguihara, Sostenes Mendes e David Quinlan.