quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A Reforma (Teologia)

TEOLOGIA
A REFORMA
31 de outubro não é dia de halloween!!!
O mundo da Reforma era bastante agitado e muito parecido com o nosso mundo de hoje. As transformações aconteciam rapidamente. As pessoas dormiam achando que o mundo era quadrado e acordavam com a notícia de que o mundo era redondo. Elas acordavam achando que o sol girava em torno da terra e iam para a cama depois de ouvir que era a terra que girava em torno do sol. Elas imaginavam que viveriam a vida inteira trabalhando nos campos dos feudos e, de repente, viam-se trabalhando nas feiras das cidades. Quase que ininterruptamente, as pessoas começaram a ser bombardeadas pelas notícias das mudanças, que não mais vinham na velocidade galopante do cavalo, mas sim na velocidade estonteante das caravelas, como as de Cristovão Colombo e Pedro Álvares Cabral.
As tantas mudanças no mundo e na forma de interagir com o mundo deixaram as pessoas cambaleantes. De repente, elas já não mais sabiam o que era certo e o que era errado, o que era verdadeiro e o que era falso, o que era eterno e o que era temporário. Aquelas instituições que, durante tantos anos, traziam segurança e idéia de estabilidade, estavam em xeque. O ar da Europa do século XVI parecia carregado de mal-estar e de angústia. Havia um frio na barriga, uma sensação de vazio, um buraco no coração e na alma das pessoas. A vida com a qual estavam acostumadas, os princípios que usavam para sustentar as suas decisões, os nortes que pareciam tão seguros para apontar as direções corretas, tudo começou a desaparecer diante dos olhos das pessoas. A vila onde moravam, o bairro onde viviam, a região onde habitavam, o mundo que elas conheciam estava se tornando um lugar diferente; e pior, ninguém havia sido adequadamente preparado para enfrentar e lidar com essas tantas mudanças em tão pouco tempo.
Até mesmo a religião, que, como instituição, durante tanto tempo, havia se arvorado do poder de preencher o vazio do coração das pessoas, foi questionada. Algumas pessoas, de dentro da própria igreja, perceberam os abusos e as estranhezas (compra de bênçãos e barganhas com Deus) praticadas em nome de Deus. E em nome de Deus, cheias do temor divino no coração, essas mesmas pessoas começaram a pregar, a escrever e a criticar as esquisitices e explorações que percebiam na igreja. (No meio das tantas mudanças no mundo, essas pessoas ansiavam por uma mudança no coração, no seio da igreja e na sociedade.) Algumas dessas pessoas, como John Huss da região da Boêmia, foram chamadas de hereges e queimadas vivas. Outras viveram e morreram, mas tiveram, posteriormente, os seus ossos desenterrados e queimados, como Wycliff da Inglaterra.
No meio dessas mudanças no mundo e dessas guerras dentro da igreja, um homem, como tantos outros, angustiado e cheio de perguntas, procurava um porto seguro para a sua alma. O seu nome era Martinho Lutero. Ele havia tentado encontrar a sua paz e as suas respostas em diversos lugares. Primeiramente, ele se dedicou ao estudo do Direito e, depois de formar-se advogado, descobriu que não tinha encontrado as respostas que procurava. Então ele abandonou tudo, o Direito e a posição social, e se enclausurou em um Mosteiro Agostiniano. Anos depois, a sua alma continuava vazia e desesperada. A religião, com todos os seus esquemas e rituais, também não havia conseguido aquietar o desespero da sua alma. Nem mesmo as penitências, os muitos jejuns, orações e peregrinações conseguiram trazer-lhe a segurança que buscava e a paz que desejava.
No meio desse clima de mudanças constantes e de inseguranças extremas, de desespero e de incerteza de alma, Lutero, depois de anos na religião, leu a Bíblia pela primeira vez e teve o seu primeiro encontro com a Palavra de Deus! Aquilo que as instituições, as pessoas, os estudos, a religião e as penitências não haviam conseguido fazer, a Palavra de Deus fez! Pela primeira vez na vida, depois de tantos anos de busca, Lutero experimentou a doçura de Deus no seu coração. Ele reconheceu que Deus é gracioso e que Jesus é o Único que pode trazer a paz de Deus ao nosso coração. Ele descobriu que a sua confiança precisava ser depositada totalmente em Jesus e em nada mais. Não era o mundo e nem as pessoas, a religião e nem as instituições, a justiça do homem e nem os esforços humanos; mas somente Jesus é quem pode trazer segurança ao nosso pequeno barco existencial no meio do mar agitado da vida.
Lutero se tornou um ávido leitor das Escrituras! Ele não somente se dedicou a ler a Bíblia, mas sobretudo a estudar a Bíblia. Cada livro, cada texto, cada palavra, tudo na Palavra de Deus trazia doçura e paz ao coração de Martinho Lutero. O seu alvo não era conhecer apologeticamente as Escrituras, mas conhecer a Cristo e relacionar-se com o seu Salvador e Senhor. Ele não lia a Bíblia para preparar sermões ou para apresentar alguma defesa do Evangelho, mas para conhecer a Jesus e o poder da ressurreição.
O seu amor por Deus tornou-se intenso amor pelas pessoas. A sua entrega a Deus tornou-se entrega às pessoas da comunidade onde ele vivia. Por isso, ele começou a pregar, não mais os livros escritos pelos homens e nem as propostas apresentadas pela instituição chamada igreja, mas sim a Palavra de Deus. Quase diariamente, ele subia ao púlpito da igreja da sua cidade Wittemberg, Alemanha, para proclamar as verdades das Escrituras. Ele ansiava por compartilhar com os outros a Verdade que o havia libertado do medo e da ansiedade, das prisões e das cadeias, das mentiras e acusações das trevas, do pecado e da condenação.
Foi nesse contexto de encontro com Deus e de paz em Jesus, de amor ao Senhor e de entrega às pessoas, que Martinho Lutero foi usado pelo Senhor para iniciar um movimento de Reforma na Alemanha. Quando no dia 31 de outubro de 1517 ele pregou as suas 95 teses contra a cobrança das indulgências nas portas da Catedral de Wittemberg, o seu único desejo era o de compartilhar a Verdade que havia mudado a sua história e havia sido âncora para a sua alma. Ele queria tão somente mostrar para as pessoas que, no meio das tantas mudanças no mundo ao redor, existe Alguém que permanece amando e chamando as pessoas para ancorar-se Nele, que é fiel e não é levado pelas correntes do mundo ou pelas mudanças dos tempos.
Deus não nos ama mais ou ama menos segundo o tamanho da nossa contribuição para a igreja; Ele não nos ama mais ou ama menos segundo o tamanho dos nossos sacrifícios em nome dele; Ele não nos ama mais ou ama menos segundo a proporção do nosso envolvimento em algum trabalho social. Deus simplesmente nos ama com um amor que não muda e nem oscila ao sabor das mudanças que acontecem em nós e à nossa volta. A cruz do calvário é a maior prova desse amor eterno de Deus para conosco. Deus já provou o quanto nos ama! Jesus já se entregou e morreu por amor a nós na cruz do Calvário (Romanos 5.8)! O amor de Deus por nós é conseqüência direta do amor que Deus tem por Jesus Cristo. Somos amados por Deus por meio de Jesus Cristo que nos amou e se entregou por nós! Essa é a transformadora mensagem da Bíblia; essa é a doce mensagem do Evangelho.
Essa foi a mensagem que Lutero descobriu e continuou redescobrindo enquanto meditava diariamente nas Escrituras. Essa foi a mensagem que o impulsionou a escrever as suas 95 teses contra as indulgências. O amor de Deus derramado em seu coração e experienciado a partir da sua leitura e meditação das Escrituras foi a âncora que o sustentou quando foi pressionado a negar o que Deus lhe havia falado. Diante dos ventos fortes que batiam contra ele e das autoridades que ordenavam que ele se retratasse, Lutero proclamou: “Que se me convençam mediante testemunho das Escrituras e claros argumentos da razão – porque não acredito nem no Papa nem nos concílios já que está provado amiúde que estão errados, contradizendo-se a si mesmos – pelos textos da Sagrada Escritura que citei, estou submetido a minha consciência e unido à palavra de Deus. Por isto, não posso nem quero retratar-me de nada, porque fazer algo contra a consciência não é seguro nem saudável. Não posso fazer outra coisa, esta é a minha posição. Que Deus me ajude!”
E o Senhor Deus ajudou Martinho Lutero. Tentaram amedrontá-lo, excluí-lo, prendê-lo e matá-lo; jogaram pessoas e reinos contra ele, exércitos e instituições, acusações e maldições, mas o Senhor Deus o protegeu e o livrou de tudo e de todos. Lutero descansou no Senhor com a idade de 62 anos, vindo a falecer no dia 18 de fevereiro de 1546. E a sua descoberta da Bíblia e da pessoa de Jesus não ficaram guardadas só para ele. Ele deixou um legado. Não foi somente ele que experimentou a doçura de Jesus e a segurança em Jesus nos dias turbulentos de sua época, mas outras pessoas também puderam conhecer e se encontrar com Jesus a partir das Escrituras que foram traduzidas para a língua do povo e colocada nas mãos das pessoas. Se até então os alemães não podiam ler a Bíblia, depois de Lutero, que traduziu a Bíblia para o alemão, as pessoas começaram a ter acesso à Palavra de Deus, que tem poder para libertar e ancorar a alma em Porto Seguro. A volta à Bíblia e o amor pela Palavra de Deus iniciaram e levaram o acontecimento da Reforma, do amor e doçura de Jesus,  para a Alemanha, Europa e o mundo!
Se olharmos para o nosso contexto atual, vamos perceber que vivemos dias parecidos com os dias da Reforma. Parece que o nosso mundo está dia após dia se dissolvendo debaixo dos nossos pés. As coisas têm se relativizado, as instituições começam a ser questionadas, o mundo parece estar vivendo uma era de transformação e de instabilidade. Temos medos, inseguranças e ansiedades. Todos esses sentimentos e sensações são como cheiros e aromas percebidos no ar de nossas cidades e nações. Nós e todos à nossa volta estão à procura de um Porto Seguro. Não existe outro lugar para onde voltarmos, senão para a Palavra de Deus. Não existe resposta ou segurança, senão em Jesus Cristo, o Verbo que se fez Carne, o Emanuel, o Deus conosco, o Deus que ama e nos chama para um relacionamento com Ele.
Que o Senhor nos ajude!
Gustavo Bessa.
http://blogdaana.wordpress.com/

TEOLOGIA E SEXO

TEOLOGIA
TEOLOGIA E SEXO
Judeus lidam melhor com o sexo do que os cristãos, afirma teólogo
Os judeus lidam melhor com o sexo do que os cristãos, afirmou um professor de teologia ao falar na Conferência Hönö de grupos de fé cristã, organizada anualmente na costa oeste da Suécia. A Hönö é realizada desde 1945, sempre organizada pela Aliança Missionária da Igreja da Suécia [Luterana].
leif carlsson Judeus lidam melhor com o sexo do que os cristãos, afirma teólogoLeif Carlsson (foto), um dos palestrantes da Conferência Hönö deste ano, quer que os cristãos resolvam de uma vez a visão negativa que a fé tem em relação ao sexo. Ele usou como termo de comparação o judaísmo, segundo reportagem do jornal cristão Dagen.
Desde os tempos da igreja primitiva, os cristãos dedicaram as suas energias mais ao evangelismo do que à reprodução. Afinal, eles acreditam que Jesus está voltando em breve e um novo mundo será criado, diz o relatório.
“Existem poucos modelos a serem seguidos no Novo Testamento. Jesus não era casado e não falou muito sobre sexo e não precisamos falar sobre Paulo. Gostaríamos que o Novo Testamento falasse mais sobre sexo, mas ele não diz quase nada”, disse Carlsson ao Dagen.
O silêncio em torno da sexualidade começou sendo influenciado pelos que se opunham à visão grega sobre o assunto e acabou tornando-se uma visão negativa do sexo. “No entanto, a atitude cética da igreja ao longo da história mudou de tal forma que a sexualidade é vista de maneira bem mais positiva nos dias de hoje”, prossegue Carlsson.
No judaísmo, a sexualidade sempre foi vista como algo essencialmente bom. Segundo Carlsson, isso pode ter acontecido porque os judeus eram sempre minoria e a reprodução era essencial para a sua sobrevivência. “No judaísmo rabínico, é fortemente acentuada. Eles dizem que o sexo é mais importante do que estudar a Torá. Há também uma atitude geral mais positiva em relação ao corpo e ao desejo”, acrescenta o teólogo.
“Os homens têm obrigações sexuais para com suas mulheres. Existem regras antigas de quantas vezes o homem deve satisfazer uma mulher, que variavam dependendo da profissão do esposo. Para um marinheiro, uma vez a cada seis meses, para o desempregado é algo diário e para um professor da Torá, toda sexta-feira”, explicou rindo.
A tradição judaica tem um claro viés patriarcal, mas Carlsson vê sinais de que há respeito pelas mulheres. “Em um texto cabalista judeu dos século 13, existe a proibição ao sexo forçado no casamento. Isso só foi regulamentado na Suécia na década de 1970.
Perguntado sobre o motivo de tantas pessoas serem feridas por causa do sexo, se é algo positiva, à resposta ao jornalista do Dagen foi: “Os judeus dizem que a sexualidade é uma das forças mais poderosas que os seres humanos têm, mas precisa ser domesticada para ter um efeito positivo”.


Data: 30/12/2010
Fonte: The Local, Jarbas Aragão - Pavablog

Teologia

PEDOFILIA
Padre belga admite pedofilia e pede fim de campanha por Nobel da Paz
Um padre católico belga confessou ter abusado de uma criança de oito anos e pediu o fim de uma campanha para sua nomeação ao Prêmio Nobel da Paz devido à sua luta contra o impacto da globalização nos países em desenvolvimento.
A confissão do padre François Houtart, 85, foi publicada em um jornal belga nesta quarta-feira, agravando a crise em meio aos escândalos sexuais envolvendo membros da Igreja Católica em vários países.
Em outubro, depois que partidários deram início à campanha apoiando o sacerdote para o Nobel da Paz, uma mulher o denunciou à ONG que ele fundou, a Cetri (na sigla em francês).
Ela disse que Houtart teria abusado sexualmente de seu irmão há 40 anos, de acordo com o diretor da organização, Bernard Duterme.
 Padre belga admite pedofilia e pede fim de campanha por Nobel da Paz
No e-mail que enviou à ONG e ao comitê que fazia campanha pela nomeação de Houtart ao Nobel da Paz, a irmã da vítima fornece detalhes sobre os supostos abusos. Segundo ela, Houtart — que era amigo de seu pai– entrou no quarto de seu irmão duas vezes “para estuprá-lo”. “Antes da terceira vez, meu irmão procurou nossos pais e contou sobre os abusos”, disse a mulher no e-mail.
Segundo ela, seu pai conversou com o padre sobre o incidente alguns dias depois e disse que ele deveria se desculpar, mas o sacerdote se recusou e disse “que aquilo era normal”. A família cortou então qualquer contato com Houtart.
Ao jornal belga “Le Soir”, o padre admitiu que abusou do garoto em duas ocasiões na casa dos pais do menino em Liege, no leste da Bélgica. “Entrei no quarto do garoto e toquei suas partes íntimas por duas vezes, o que fez com que ele acordasse e se assustasse”, disse Houtart na entrevista.
Ele disse ainda à publicação que ficou “perturbado” com o incidente, já que tinha consciência da contradição entre o que fizera e seu papel na Igreja e sua fé cristã.
Houtart disse ainda que os pais do garoto sugeriram que ele entrasse em contato com um professor em Liege, que o aconselhou a continuar na Igreja e se concentrar em seu trabalho.
No mês passado, Houtart renunciou ao cargo no conselho da ONG, que publica relatórios críticos às ações de países desenvolvidos em nações em desenvolvimento.
O comitê que defendia a nomeação do sacerdote encerrou a campanha, dizendo que o próprio padre teria pedido o emcerramento porque “sua idade e seus projetos pessoais” não permitiriam que ele assumisse tal papel “nestas circunstâncias”.
Em um comunicado, o comitê diz que “milhares de pessoas de 74 países” assinaram a campanha, reconhecendo o papel de Houtart para a justiça social e o movimento antiglobalização.
“ERROS DO PASSADO”
Em setembro, a Igreja Católica da Bélgica reconheceu os “erros do passado” na gestão dos casos de abuso sexual de crianças por padres e prometeu ajuda às vítimas.
Na época, a Igreja católica disse ainda que iria tentar tirar “lições” do escândalo de pedofilia sem precedentes que atingiu seus padres, depois da publicaçãode um relatório que revela mais de uma centena de testemunhos de vítimas de abusos sexuais durante os últimos 50 anos.
O documento, que continha os testemunhos anônimos de 124 “sobreviventes” –termo utilizado pela própria comissão– destacava que os abusos sexuais da maioria das vítimas aconteceu aos 12 anos, mas também existem casos de crianças vitimadas dos dois aos sete anos.
A descrição das vítimas sobre os autores dos abusos geralmente é imprecisa, já que passaram muitos anos desde os crimes, mas depois das verificações pertinentes a comissão determinou que 102 eram membros de uma congregação religiosa.

Data: 30/12/2010
Fonte: Folha

SAÚDE

PESQUISA
Filhos de mães que trabalham têm mais problemas de saúde
     Crianças de mães que trabalham são significativamente mais propensos a ter problemas de saúde, incluindo asma e acidentes, do que filhos de mães que não trabalham, de acordo com nova pesquisa da North Carolina State University, dos Estados Unidos.

     O estudo analisou a saúde de crianças em idade escolar que têm pelo menos um irmão mais novo. Quando a mãe trabalha, segundo o estudo, leva a um aumento de 200% o risco de a criança sofrer episódios de asma, ferimentos ou intoxicações ou a necessidade de ir ao hospital durante a noite.

     Estudos anteriores demonstraram que, em média, as crianças têm uma saúde melhor quando a mãe trabalha atribuídas a fatores como o aumento da renda, a disponibilidade de seguro de saúde e um aumento da própria na estima da mãe.

     No entanto, para a autora do estudo, a pesquisadora Melinda Morrill, outras evidências mostraram o contrário.

     - Eu não acho que alguém deve fazer juízos de valor tendo como base a decisão de uma mãe trabalhar ou não trabalhar. Mas, é importante que nós estejamos conscientes dos custos e benefícios associados com a decisão da mãe ao trabalho.

     O estudo analisou 20 anos de dados, entre 1985 e 2004, cobrindo aproximadamente 89 mil crianças.

     Na avaliação dos resultados de saúde, a pesquisadora analisou apenas as crianças mais velhas já matriculadas na escola, com idades entre 7 e 17 anos, cujo irmão mais novo estivesse com idade de quem frequenta o jardim de infância.
     Estudo da Universidade de Washington, a Universidade Cornell, em Nova York, também abordou a saúde de filhos que têm mães que trabalham. Segundo a pesquisa, eles têm mais probabilidades de serem obesos, segundo um estudo feito nos Estados Unidos.
     Os pesquisadores chegaram à conclusão de que o número de anos que a mãe passou trabalhando teve um efeito direto no IMC (Índice de Massa Corporal) de seus filhos.

Data: 19/2/2011
Fonte: R7

sustentabilidade

SUSTENTABILIDADE
MARINA SILVA
Senadora participa de palestra em faculdade do interior de SP
Por: Redação Creio
     Na quinta-feira, 25 de março, a senadora e candidata a presidência da república Marina Silva visitou a cidade interiorana Atibaia para participar da 14º jornada de palestras da Faat (Faculdades Atibaia).
     A professora em história e ex-ministra do meio ambiente fez um discurso e expôs questões que são de responsabilidades de todos os seres humanos, com os temas 'Proteção ao meio ambiente' e 'Desenvolvimento sustentável', que segundo Marina, "é um desafio muito grande, pois não há modelo a ser copiado, só que é imprescindível o desafio de integrar as duas coisas numa mesma equação".
     Marina contou que iniciou sua militância aos 17 anos e conheceu a teoria da libertação, junto de Chico Mendes (seringueiro militante), Leonardo Boff e outros amigos, já que na época, americanos estavam prestes a comprar a floresta Amazônia.
     Sempre com palavras cautelosas e sábias, Silva disse que é bom optar pelo princípio da precaução quando não temos certeza de alguma coisa, referindo ao que pode acontecer futuramento com o planeta. "A terra não responde mais como antigamente, os recursos estão ficando escassos. Hoje o planeta está no vermelho em 30%. Nós temos que deixar algo para nossas futuras gerações, só que no provérbio africano diz o seguinte: A terra nos foi emprestada de nossos pais então devemos devolvê-la na mesma condições para os nossos filhos e netos".
       "Desenvolvimento sustentável é usar os recursos naturais com sabedoria, e é isso que expressa nossa ética para aqueles que ainda não nasceram. Nós temos que fazer nossa parte, Deus faz o impossível, esse é o departamento dele, o nosso departamento é do possível", comentou a senadora.
     Marina pregou que temos que ser éticos, e usando citação de Boff falou que ético é tudo que sustenta e promove a vida na terra. O desenvolvimento sustentável virá como alternativa de integrar as bases naturais de desenvolvimento com a preservação de recursos. "A vida tem que ser em abundância, como dizia Jesus Cristo", finalizou a candidata à presidência em 2010.

Data: 26/3/2010

Quem crê, consegue ter mais saúde, diz governador de São Paulo

COTIDIANO
GERALDO ALCKMIN
Quem crê, consegue ter mais saúde, diz governador de São Paulo
    Durante o lançamento do programa SP Educação com Saúde, o Governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin fez afirmações que reforçaram um velho preconceito com relação a ateus e também agnósticos. Conforme publicado pelo Jornal da Tarde:

    Os conselhos de Alckmin para uma vida saudável foram inspirados no livro Curar – o stress, a ansiedade e a depressão sem medicamento nem psicanálise, do neurologista e pesquisador francês David Servan-Schreiber, um dos seguidores da “medicina das emoções”. Resultado de cinco anos de estudos científicos, o livro aponta sete atitudes para manter a saúde sem recorrer a tratamentos e remédios.

    A comparação entre as listas do neurologista francês e do governador paulista, porém, revela uma diferença: Alckmin acrescentou religião ao grupo. “Para quem não acredita em nada, a velhice é muito triste”, disse. “Quem crê, consegue ter mais saúde”, completa.

    O Jornal da Tarde ainda compilou certas dicas que o Governador, formado em medicina, deu durante o evento. Algumas delas podem soar inusitadas:

Luz do sol – “O cérebro precisa de raios do sol”

Respiração – “É preciso encher o pulmão de ar”

Meditação- “É preciso limpar o cérebro”

Alimentação – “O prato precisa ser colorido, com mais fibras que proteína”

Ginástica – “O corpo tem 70% de água. E água parada… estraga”

Acupuntura – “Vocês vão ver o espetáculo que são essas agulhas milenares”

Amor – “É uma necessidade biológica”

Religião – “Religião significa religar”


Data: 23/2/2011 08:52:55
Fonte: JT

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

PASTOR QUER BBB NO PAREDÃO

Foi dada a largada! Desde o último dia 11 de fevereiro, milhões de brasileiros estão na frente das telinhas para ver o reality show mais esperado do ano. Isso mesmo! Refiro-me ao Big Brother Brasil 11, o BBB, programa que chega a sua 11ª edição exibido na Rede Globo de Televisão todos os dias durante três meses ao ano. Você pode até achar estranho o porquê está saindo uma matéria na página de Cultura do Expositor sobre o BBB. A intenção é trazer a você, caro leitor(a), esclarecimentos sobre o reality show que tem influenciado milhares de pessoas, inclusive os cristãos.
A atmosfera de Sodoma e Gomorra, conforme descrita na Bíblia tem invadido os lares brasileiros sem pedir licença, com cenas imorais, atos sexuais, palavras chulas, gestos obscenos e comportamentos condenáveis há cerca de dez anos. Mas nesta edição, a coisa parece ter ficado um pouco pior. Com medo de perder a audiência para outras emissoras, a Globo logo no primeiro dia do programa deixou claro que o BBB não terá limites.
Basta ver a declaração do diretor do “Grande Irmão”, J. B. Oliveira, o Boninho, "hora de ir para o hotel passar as regras com os brothers e avisar que vale pancadaria (a frase não foi colocada na íntegra aqui) para ganhar o prêmio”. Em outras palavras, para faturar o prêmio de R$ 1,5 milhão, vale mesmo tudo, inclusive agressões físicas.
Como se não bastasse a orientação absurda de Boninho aos participantes, o diretor do programa ainda incluiu neste ano o “sabotador” na casa. Esse (a) personagem ou pessoa será o/a responsável por atrapalhar o grupo de ganhar dez mil reais. Mais um motivo de divisão entre eles/elas.
E tem mais, que tipo de emoções e desejos um capítulo de BBB produz num/numa adolescente ou jovem solteiro(a)? Que tipo de estímulos e valores um programa desses produz num/numa jovem cristão que procurará se manter virgem até o seu casamento? O que eles/elas têm vontade de fazer após assistir BBB? Orar? Acho que não.
Não é de se estranhar que em nossas igrejas tenhamos tantas pessoas "ficando", viciadas em masturbação e inclusive solteiros com vida sexual ativa (como mostrou uma pesquisa da Revista Eclesia, 52% dos jovens evangélicos brasileiros confessam haver tido relação sexual antes do seu casamento).
O Inspirador do Big Brother Brasil  
O mais famoso romance George Orwell, “1984”, trás no rodapé da capa do livro os seguintes dizeres: Big Brother is watching (Grande Irmão está vigiando você). O livro foi escrito no ano de 1948, mas por força dos editores, o título foi invertido para 1984.
O livro narra o "futuro" na Pista de Pouso Número ou Inglaterra, parte integrante do megabloco da Oceania. É comum o conflito dos leitores com o continente homônimo real.
O megabloco superficial de Orwell tem este nome por ser uma adesão de países de todos os oceanos. O tema principal de 1984 é a transformação da realidade. Não seria esse também o propósito das onze edições do Big Brother Brasil exibidos pela Rede Globo?
 
Voltando ao livro, fingida de democracia, a Oceania existe em um totalitarismo desde que o IngSoc (o Partido) chegou ao poder sob a liderança do onipresente Grande Irmão (Big Brother). Contado em terceira pessoa, o livro narra à história de Winston Smith, membro do partido externo, empregado do Ministério da Verdade. O cargo de Winston é reescrever e distorcer informações de acordo com a importância do Partido. Nada muito distinto de um historiador ou jornalista. Winston interroga a opressão que o Partido desempenhava nos cidadãos. Se alguém refletisse diferente, cometia crimidéia (crime de ideia em novilíngua) e fatalmente ele desaparecia, ou seja, a pessoa era capturada pela Polícia do Pensamento e extinta. Paredão nele!
A intenção de Orwell era apresentar um futuro fundamentado nas aberrações do presente. Winston Smith e todos os cidadãos tinham ciência que qualquer atitude suspeita poderia expressar seu fim, e não apenas sair de um programa de tv com o bolso cheio de dinheiro, mas desaparecer de fato. Não é o que acontece no BBB?  Os participantes ficam se policiando nas palavras porque qualquer atitude por gestos ou palavras, pode servir contra eles mesmos. No livro, os vizinhos e os próprios filhos eram incentivados a denunciar às autoridades quem cometesse crimideia.
Para expressar suas emoções, Winston escreve todos os dias em seu diário usando o canto "cego" do apartamento. Somente assim, ele não era flagrado pela teletela.A primeira frase que Winston escreve em seu diário é atual e justificável: abaixo o Big Brother!
Há uma intenção por trás do BBB que é nivelar toda a sociedade de tal forma que as pessoas achem que “tudo é normal”. Sinceramente, está na hora de colocar o BBB no paredão. Reflita: vale a pena assistir o BBB 11? Não deixe que a mídia influencie seus pensamentos.

Por Pr. José Geraldo Magalhães Jr.