quarta-feira, 15 de junho de 2011

Charge do dia 14/06/2011

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Charge do dia 14/06/2011

Charge do dia 18/05/2011

Charge do dia 18/05/2011

O Melhor Ainda está por Vir

Texto: Rute 1:1-17

INTRODUÇÃO: O livro de Rute nos coloca face a face com um drama de família com vários problemas: o problema da crise financeira; o problema da imigração, o problema da doença, o problema da morte, o problema da viuvez, o problema da pobreza, o problema da amargura contra Deus. Ao mesmo tempo o livro de Rute nos fala sobre: a força da amizade, a beleza da prudência, a recompensa da virtude, o poder do amor, a vitoriosa providência divina, como sair da maldição para a benção, como viver uma nova história com Deus. Em uma sociedade dominada por homens, as personagens centrais desse livro são duas mulheres que desafiaram a crise e agiram com fé na providência divina.

1. AS IMPOSSIBILIDADES HUMANAS TORNAM-SE REALIDADE PELA AÇÃO DIVINA. (Lucas 1:37)
a) Noemi olhou pelo túnel do tempo e não viu nenhuma saída. Na perspectiva humana seu destino estava lavrado, e a alegria não fazia mais parte do seu futuro. Com tudo Deus reverteu a situação e lhe mostrou o caminho da esperança.
b) Há momentos em que olhamos para frente e nada enxergamos... então nos sentimos fracos, desanimados e derrotados. Entretanto, os impossíveis dos homens são possíveis para Deus. Ele faz que a mulher estéril torne-se alegre mãe de filhos, ele levanta o humilde do pó para fazê-lo sentar-se entre os príncipes. (Salmo 113:7-9).
c) A providência do altíssimo Deus é maior do que a tragédia humana. Deus transforma o caos em cosmos, transforma vales em mananciais, nossas tragédias em cenário de esperança. Ele enxuga nossas lágrimas, acalma nossas dores e coloca os nossos pés na estrada da mais esplêndida vitória. (Romanos 8:28; 37-39).
d) Quando nossa causa parece perdida, com Deus ela não está perdida. Quando achamos que as circunstâncias sepultaram nossa esperança, o Deus que chama a existência as coisas que não existem, nos faz triunfar no deserto das nossas crises.(2 Coríntios 2:14; Romanos 8:28).
e) Não importa sua nacionalidade, sua família, sua cultura, seus bens, você tem um grande valor para Deus. Ele te ama com amor eterno.

2. O FIM DA LINHA NA PERSPECTIVA HUMANA PODE SER O COMEÇO DE UMA LINDA HISTÓRIA TRAÇADA POR DEUS.  
a) Se você está como Noemi, pensando que os restos de seus dias serão marcados pela tristeza, Deus tem um plano perfeito, traçado na eternidade, para erguer você como protagonista de uma linda história... Tão somente persevere na fé. (Hebreus 10:38; 11:1).
b) Nenhum sucesso é final e nenhuma derrota é fatal. Ninguém chega ao sucesso e descansa, e ninguém é derrotado e se acaba, porque o futuro ainda lhe reserva surpresas maravilhosas. Não se deixe embriagar pelo sucesso, nem se deixe derrotar pelo fracasso, porque Deus é quem está dirigindo sua vida, o melhor ainda está por vir.
c) A vida cristã não é colônia de férias. Não é uma estrada reta rumo à glória; antes é uma estrada cheia de curvas e surpresas, porém, Deus está no controle da história e nos aguarda no fim da linha....
d) Tanto o sucesso quanto o fracasso são passageiros. Não podemos nos envaidecer com o sucesso nem nos desesperarmos com os fracassos, pois quando pensamos que chegamos ao fim da linha, Cristo nos abre uma porta que ninguém pode fechar. (Apocalipse 3:7,8).
Exemplo: quando tudo começa no fim... José no Egito; Daniel; Jonas; Elias; Jesus; o apóstolo João...

3. AS TRAGÉDIAS HUMANAS JAMAIS PODEM ANULAR OS SOBERANOS PROPÓSITOS DE DEUS. (Romanos 8:28)
a) Deus governa sobre todas as coisas e abençoa os que confiam nele. Deus tem o melhor para sua família, não importa o que você está enfrentando, apenas confie no Senhor. (Salmo 37: 25).
b) Os erros da família de Elineleque tomando o caminho da fuga em um tempo de crise, em vez de enfrentá-la; a decisão de fugir da casa do pão, em vez de clamar à aquele que tem pão com fartura, não anularam o soberano propósito de Deus para aquela família e não será diferente com você.
c) No meio de “uma noite escura” para Noemi, com a morte de seu esposo e seus filhos; Deus estava escrevendo um dos capítulos mais emocionantes da história, estabelecendo seus propósitos, abrindo as janelas do céu, conduzindo a história para a vinda do Messias. (Rute 4:17; Mateus 1:5-6).
d) No meio da tragédia humana, os propósitos soberanos de Deus estavam sendo estabelecidos. O mesmo está acontecendo hoje, Deus está trabalhando em nosso favor (Isaías 64:4).

4. O MELHOR AINDA ESTÁ POR VIR, PORQUE O AMOR DE DEUS NÃO É TRIBAL, É UNIVERSAL. ( Jo 3:16).
a) Deus prometeu abençoar todas as famílias da Terra (Gênesis 12:3).
b) O amor de Deus é universal, englobando todos os povos, todas as raças, todas as etnias, todas as pessoas (1 Timóteo 1:3,4; 2 Pedro 3:9).
c) O amor de Deus não tem fronteiras, ele inclui todos; a salvação está disponível a todos os que crêem em Jesus (Apocalipse 5:9; João 3:16).
d) Rute foi um exemplo vivo da verdade de que a participação no reino de Deus não depende de carne e sangue, e sim de obediência e fé no Senhor nosso Deus (Rute 1:16, Romanos 1:5; João 1:12-13).
e) O Deus que mudou a história de Rute quer mudar a história de sua vida, dar a você um nome eterno, dar-lhe a vida abundante aqui na Terra e vida eterna no céu.
CONCLUSÃO
Você tem um grande valor para Deus, sua vida pode não ter sido planejada pelos seus pais, mas foi planejada por Deus. Você não veio ao mundo por mera casualidade, há um plano perfeito e um propósito eterno de Deus para você. Ele te ama com amor eterno. Assim como para Noemi e Rute, o futuro de sua vida não será de amargura, seus melhores dias não estão enterrados no passado, eles estão por vir. O melhor de sua história em Cristo está para acontecer.

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Hilário Manoel Messias
hjc@terra.com.br
www.twitter.com/hilariomessias
http://hilariomessias.blogspot.com/
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Dilma adia votação da PEC do Trabalho Escravo

Pressionado pelos ruralistas, com receio de perder um novo embate após o Código Florestal, governo, apesar do PT, não estabelece como prioridade votação do projeto que expropria as terras de quem é acusado de escravidão
Brizza Cavalcanti/Câmara
Sem apoio do governo, Claudio Puty tenta colocar na pauta de votação a PEC do Trabalho Escravo
Edson Sardinha
O receio de um novo embate com a bancada ruralista, menos de um mês após a derrota na aprovação do novo Código Florestal na Câmara, faz o governo resistir aos apelos de deputados do partido da presidenta Dilma Rousseff (PT) para retomar a votação da PEC do Trabalho Escravo. Há quase sete anos no plenário da Casa, a proposta de emenda constitucional que prevê a expropriação de terra onde for constatado trabalho escravo deve seguir engavetada. Além da preocupação do governo, a proposição esbarra na resistência dos líderes partidários e do próprio presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), de incluí-la novamente na pauta.

Marco Maia decidiu que só vai submeter a votação em plenário propostas de emenda constitucional que tenham consenso entre os partidos, o que está longe de ocorrer com a PEC do Trabalho Escravo, bombardeada por deputados ligados ao agronegócio. Há dois meses, a presidência da Câmara também segura a instalação da CPI do Trabalho Escravo, requerida por um colega de partido, o também petista Cláudio Puty (PA). O início dos trabalhos da comissão parlamentar de inquérito ainda depende do aval de Maia.

“Se não pautarmos imediatamente a PEC, vamos usar a CPI do Trabalho Escravo para pressionar. Queremos a instalação da CPI para que ela possa servir como instrumento de esclarecimento e mobilização pública sobre a necessidade de aprovar a PEC”, defende Cláudio Puty, presidente da Comissão de Finanças e Tributação. Ontem (14) ele e Domingos Dutra (PT-MA), vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos, propuseram a Marco Maia que paute imediatamente a PEC do Trabalho Escravo. A sugestão foi feita durante reunião do presidente da Câmara com os presidentes das comissões. O petista gaúcho, no entanto, não deu nenhuma resposta.

Os ruralistas, que impuseram a primeira grande derrota à presidenta Dilma na votação do Código Florestal, contestam a configuração do trabalho escravo e reclamam do confisco de terra, considerado por eles uma medida excessiva contra o produtor rural flagrado mantendo trabalhadores em condições degradantes e jornada exaustiva. Como mostrou o Congresso em Foco, três parlamentares respondem no Supremo Tribunal Federal pelo crime de trabalho escravo.
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“Circo” e “coisa do capeta”
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Moreira Mendes (PPS-RO), diz que a bancada não admite a possibilidade de se retomar a votação da PEC do Trabalho Escravo, aprovada pelos deputados em primeiro turno no dia 11 de março de 2004. O texto, já aprovado pelo Senado, aguarda desde então deliberação em segundo turno na Câmara.

O deputado rondoniense vai além: ele diz não acreditar na existência de trabalho escravo no Brasil contemporâneo. Segundo ele, os flagrantes feitos pelo Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo, responsável pelo resgate de 32.986 trabalhadores em condições análogas à de escravo entre 2003 e 2010, são obra de quem quer “fazer escândalo e aparecer no Jornal Nacional”.

“Está mais para circo, porque não acredito que exista trabalho escravo. As fiscalizações são abusivas. A ‘lista suja’, então, é um horror, lembra a ditadura, o proprietário fica discriminado sem ter direito a defesa, o nome dele está lá e ele não pode falar nada. Tem de esperar anos para que a Justiça decida alguma coisa. Há uma discriminação grande. Quando se fala em produtor, parece coisa do capeta. Essa visão maniqueísta de que o produtor é do mal e o pessoal do meio ambiente é do bem tem de acabar”, critica o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária.

Divulgada pelo Ministério do Trabalho, a “lista suja” à qual o deputado se refere é atualizada a cada semestre. São incluídos na lista empregadores cujos autos de infração não estão mais sujeitos a recursos. Salvo decisão da Justiça, os nomes ali permanecem pelo período mínimo de dois anos. Nesse período, eles ficam proibidos de receber financiamentos públicos e enfrentam boicote das empresas que assinam o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo.

Moreira Mendes diz que o artigo 149 do Código Penal não é claro ao definir o que é trabalho escravo. “Se for pego na moita do café para urinar, é trabalho escravo, porque tem de ter banheiro químico. Se vai comer debaixo da mangueira - eu mesmo cansei de fazer isso - é trabalho escravo. Tem de ter restaurante. É uma coisa descabida, desproporcional, sem razoabilidade”, critica.

De acordo com o artigo 149 do Código Penal, comete crime de trabalho escravo quem “reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto”.

“Muito rígida”
Para o deputado, a PEC do Trabalho é severa com o produtor rural flagrado explorando trabalhadores. “A PEC é muito rígida, porque promove uma expropriação sumária de terra. Precisamos ter a possibilidade de contraponto, da ampla defesa. O texto deveria pelo menos remeter a uma regulamentação por projeto de lei. Aí, o Congresso poderia dizer o que é o trabalho escravo, como se processa a expropriação. Da forma que está, isso vira uma ditadura na mão de quem está com a caneta”, afirma Moreira Mendes.

Segundo ele, os ruralistas até se dispõem a discutir o assunto, mas ao modo deles. O deputado afirma que pretende incluir a questão do trabalho escravo sob outra ótica numa “agenda propositiva” que sua frente parlamentar vai lançar em breve com as prioridades legislativas do agronegócio. “Precisamos começar a discutir a legislação trabalhista para o campo, garantindo direitos consagrados ao trabalhador, mas com regras diferentes. Quem trabalha na cidade é uma coisa, no campo é outra”, diz.

“Cabeça de 200 anos”
Autor do requerimento de instalação da CPI do Trabalho Escravo, Cláudio Puty diz que o país não pode ficar refém dos “interesses mais arcaicos da sociedade” verbalizados, segundo ele, por Moreira Mendes. O discurso dos ruralistas, afirma o petista paraense, mostra o grande paradoxo do setor produtivo.

“Vejo com assombro termos setores tão modernos tecnologicamente mas com cabeça de 200 anos atrás. Não dá para pegar eventuais exageros para evitar cuidar do caso concreto. Isso seria culpar o termômetro pela febre”, observa. “Esse argumento, então, serviria para acabar com todas as fiscalizações no país. Qualquer tipo de fiscalização e auditoria está sujeita a excesso, e isso não a torna irrelevante. Não podemos usar erros eventuais para justificar a condescendência com essa monstruosidade”, acrescenta.

Para o deputado, alegar que a PEC do Trabalho Escravo promoverá uma “expropriação sumária de terra”, como diz Moreira Mendes, é desconhecer a realidade do país. “Claro que tem direito a contraditório, temos jurisprudência que já dá direito ao contraditório, as punições só são aplicadas quando transitadas em julgado (ou seja, quando não cabe mais recurso). Mas onde o trabalhador vive em condições degradantes, não dá para esperar. Tenho certeza de que os auditores fiscais são os primeiros a não quererem cometer injustiças. Isso enfraqueceria o trabalho deles”, destaca o presidente da Comissão de Finanças e Tributação. “Não há por que temer injustiças”, emenda.

Ninguém na cadeia
Na avaliação dele, o fato de não haver ninguém cumprindo pena no Brasil por trabalho escravo é um indicativo de que o rigor não é excessivo no Brasil. “Se ninguém vai preso por evasão fiscal neste país, que pelo menos a gente consiga punir quem explora trabalho escravo”, diz Cláudio Puty. Como mostrou o Congresso em Foco no ano passado, quase metade dos empregadores flagrados pelo Ministério do Trabalho entre 2003 e 2007 não responde pelo crime na Justiça. Ninguém cumpria pena pelo crime no país.

O deputado afirma que a CPI será útil mesmo que a Câmara aprove antes a PEC do Trabalho Escravo. A comissão parlamentar de inquérito poderia se debruçar sobre as causas que levam à exploração de mão-de-obra e a necessidade de reforçar a fiscalização em todo o país. "É bastante saudável, para a agenda legislativa e para o processo de crescimento de nosso país, revelar, investigar, evidenciar os abusos ocorridos nas relações produtivas; a proteção às vítimas e a devida repercussão patrimonial necessária como medida de responsabilização dos infratores. Viver com essa realidade é incompatível com o processo de desenvolvimento alcançado no Brasil neste Século XXI. Daí a relevância da iniciativa como a presente, articulada com os trabalhos e instâncias criadas para a fiscalização dos que exploram a força de trabalho das pessoas no regime análogo ao escravo", sustenta o deputado no pedido da CPI.

Procurada pelo Congresso em Foco, a assessoria de Marco Maia informou que ele ainda aguarda pelo envio do requerimento de criação da CPI do Trabalho Escravo pela Secretaria-Geral da Mesa. Lá a informação é de que as assinaturas exigidas já foram conferidas (foi registrado o apoio de 179 deputados; o mínimo necessário era de 171) e que o pedido está nas mãos do secretário-geral, Sérgio Sampaio, e que o requerimento será enviado em breve ao presidente da Câmara. Ontem Marco Maia confirmou a instalação da CPI dos Pardais, que tem como objetivo apurar irregularidades no sistema eletrônico de fiscalização de trânsito.

Mulheres estupradas em conflito líbio correm risco de ser mortas


Pascale Harter
Da BBC Brasil
Mulheres e meninas líbias que engravidaram durante estupros correm o risco de serem assassinadas por suas próprias famílias, em atos chamados de "mortes honrosas", advertem agentes humanitários. Se ao redor do mundo o estupro é um tema sensível, na Líbia o tabu é ainda maior.
"Na Líbia, quando um estupro ocorre, parece que toda a cidade ou aldeia é considerada desonrada", explica Arafat Jamal, da agência de refugiados da ONU (UNHCR).
Entidades beneficentes do país dizem estar recebendo relatos de que, no oeste do país, que é especialmente conservador, as forças do líder Muammar Kadafi teriam abusado sexualmente de meninas e mulheres diante de seus pais e irmãos.
"Serem vistas nuas e violentadas é algo pior do que a morte para elas", afirma Hana Elgadi, parte de um grupo de voluntárias que oferecem atendimento médico e testes de HIV, além de pagar abortos a mulheres que foram estupradas durante os confrontos em curso na Líbia. "Esta é uma região onde as mulheres não saem de casa sem cobrir a face com um véu."
"Com amor"
"O tempo está contra nós", diz Nader Elhamessi, da ONG World for Libya. "Por enquanto, as gestações podem ser disfarçadas, mas não por muito tempo. Muitos pais vão matar suas próprias filhas se descobrirem que elas foram estupradas."
Elgadi diz que as famílias veem isso como um "assassinato cometido com amor". "Eles acreditam estar salvando a menina." Por isso o grupo de Elgadi se oferece para pagar pelo aborto de mulheres que assim desejarem. Ela afirma que já existem fatwas - regras clericais islâmicas - que autorizam o aborto em circunstâncias como a de abuso sexual.
O grupo World for Libya diz estar tentando convencer imãs na vizinha Tunísia a pregar que o estupro não é culpa das vítimas. Estima-se que cerca de 130 mil pessoas tenham fugido do conflito da Líbia atravessando a fronteira tunisiana. ONGs que estão atendendo esses refugiados dizem acreditar que entre eles há muitas vítimas de abusos que têm medo de admitir o estupro.
O World for Libya está tentando contato com um grupo de meninas adolescentes que ainda está na Líbia, cuja escola teria sido atacada por forças leais a Kadafi.
"Homens armados separaram as meninas e violentaram as que acharam mais atraentes", diz Nader Elhamessi. "Uma das meninas cortou seus pulsos e se matou, para não enfrentar a vergonha. Os estupros só foram relatados a nós pelas meninas que foram deixadas em paz."
Elgadi diz também ter sido contatada por uma família pedindo medicamentos para tratar HIV. "A mãe, o pai e o filho disseram ter sido estuprados pelas tropas de Kadafi. A mãe nos procurou quando eles descobriram que tinham contraído o vírus do HIV. Ela não quer ir ao hospital na Tunísia por medo de descobrirem que ela foi violentada."
Viagra
A Corte Criminal Internacional já havia dito que tem indícios de que as forças do regime estariam usando o estupro como arma de guerra. O tribunal disse ter razões para acreditar que os soldados receberam Viagra e ordens de cometer estupros.
Um major do Exército líbio que desertou relata à BBC que os carregamentos de Viagra eram de amplo conhecimento entre os soldados, mas ele e seus colegas nunca chegaram a ver os medicamentos.
"A ordem de estuprar não foi dada ao Exército comum", diz o major, sob condição de anonimato. "Kadafi sabia que nós nunca a aceitaríamos. (A ordem) foi dada a mercenários."
Mas Jamal, coordenador de emergência da UNHCR para a Líbia, diz ainda não ter visto evidências concretas de uso do estupro como arma, apesar de ter observado casos individuais de abusos sexuais pelo país.
"Temos provas que sugerem que os estupros foram cometidos pelos dois lados (tropas de Kadafi e rebeldes), mas não temos como dizer em qual escala", ele afirma.

Fonte: Site TERRA 15/06/2011