sábado, 16 de abril de 2011

Aline Barros: “Extraordinário amor de Deus” novo CD já é disco de ouro

“Extraordinário amor de Deus” novo album da cantora Aline Barros  já conseguiu a marca de 50 mil cópias vendidas e com isso conquistando disco de ouro.
O CD também tem ganhado destaque na mídia. o Jornal Diário da Região de São José do Rio Preto (SP) publicou a seguinte nota sobre o CD:
A cantora gospel Aline Barros lança pela MK Music “Extraordinário Amor de Deus”. A música “Ressuscita-me” já toca em rádios de todo o País. Ao todo, o álbum tem 14 faixas, gravadas em estúdio e também ao vivo, na Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul, no Rio de Janeiro. A produção musical do trabalho é assinada por Ricardo Feghali e Cleberson Horsth, integrantes do grupo Roupa Nova. Já entre os compositores que Aline gravou estão Luciano Lima, Davi Fernandes e Anderson Freire, que assina oito canções.
Fonte: Gospel+
Com informações de MK Music

Beyoncé chora reclamando da vida que leva: “Por que Deus me deu essa vida?”

A cantora Beyoncé revela no DVD que retrata sua última turnê que chegou a chorar entre os shows, de tão cansada que estava.
“Beyoncé: I am: World Tour” mostra a turnê que passou por mais de 30 países e teve 4 shows no Brasil. A própria cantora dirigiu o filme.
“Senti que essa era a única maneira de contar a história de maneira sincera, já que eu era parte dela”, comentou Beyoncé sobre a decisão de dirigir o documentário. O filme registra momentos íntimos da cantora durante a turnê. Ela reclama de ter feito show por nove noites seguidas e “ninguém ligar” e chora por conta do cansaço. “No final eu chorei porque eu sou um ser humano que sangra, se machuca, chora e desaba como qualquer outra pessoa”.
Em uma cena gravada na China, uma Beyoncé sem maquiagem desabafa: “Por que Deus me deu essa vida? As vezes é esmagador. Por que Deus me deu o talento, minha vocação, minha família. Mas eu sei que não devo questionar Deus. Só Deus sabe. E eu não posso achar que nada é garantido”, diz entre lágrimas.
Beyoncé, que já vendeu mais de 11 milhões de discos e é a nona mulher mais poderosa do mundo pela “Forbes”, disse que agora está aprendendo a apreciar mais sua vida. “Agora quando eu ganho seis Grammys em uma noite eu sei como aproveitar cada momento. Eu aprecio o quanto tudo isso é incrível”.
Fonte: GospelMinas / Gospel+

Ex Globeleza Valeria Valenssa conta o que mudou em sua vida depois que se tornou evangélica

Casada há 18 anos com o famoso designer gráfico Hans Donner, atualmente trabalha com ele na administração e coordenação de suas palestras ministradas dentro e fora do Brasil, e se dedica aos filhos João Henrique e José Gabriel Donner.
Valéria é evangélica desde 2004, ano em que viveu um período difícil ao ser dispensada pela Globo depois de 15 anos como símbolo do carnaval na emissora. Ela conheceu o amor e a verdadeira felicidade em Jesus, e afirma que não se imagina mais distante de Cristo.
Como aconteceu a sua saída da TV Globo?
Depois que nasceram os filhos a Globo decidiu escolher outra mulata.
O que mudou em sua vida após essa fase?
Tudo.  Primeiro porque pensava que estava preparada para enfrentar qualquer coisa, o que não era verdade. Pensava também que eu era insubstituível, e ninguém é.  Naquele momento não esperava ser dispensada. Aprendi que o homem te coloca num pedestal e o próprio homem te tira dele. Mas com Deus tenho aprendido a andar nas alturas, conforme está escrito em Habacuque 3:19.
Como e quando você se converteu a Jesus Cristo?
Nessa fase em que a Globo me demitiu, em 2004. Um dia estava em casa muito angustiada e triste. Lembrei de um convite que havia recebido algumas vezes, tratava-se de uma reunião de oração feita por funcionários da Globo, às segundas-feiras, no horário de almoço. Resolvi aceitá-lo e lá tive um encontro com o Senhor Jesus Cristo.
Conte seu testemunho.
Sempre fui uma pessoa religiosa e tinha muita fé em Deus, mas não o conhecia.
Quando a Globo me chamou para uma reunião e disse: “hoje você não é mais”, o mundo caiu ali pra mim. Fiz loucuras, coisas que hoje não faria. Eu estava 10 quilos acima do peso. Fiz plástica num período curto de dois meses, perdi 12 quilos. Meu filho tinha oito meses de idade. Virei escrava daquela situação, para provar para o homem que eu poderia alguma coisa. Eu esperei do homem ajuda.
Quando passei por esse momento delicado, cheguei a ficar deprimida, mas foi aí que Deus se revelou para mim e entrou de verdade em meu coração, transformando toda a minha vida. Não consigo me imaginar distante da presença de Deus.
Percebo que minha história é marcada por muitos milagres. Hoje faço questão de testemunhar que sirvo a Deus. Isso está muito nítido na minha vida.
Tenho visto o mover do Senhor. Estou caminhando há sete anos, com muita oração e pedindo muita sabedoria. Tenho dado testemunho em várias igrejas sobre a minha mudança de vida.
O seu marido, Hans Donner, também é?
Ainda não, mas não abro mão da minha promessa em Josué 24:15 “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. Ele tem visto o mover de Deus em minha vida.
Você é mãe. Costuma levar seus filhos a igreja? Já falou de Jesus para eles?
Sim, sempre. A Bíblia nos ensina  em Provérbios 22:6 “Instrui o menino o caminho que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”.
Ser evangélica fez você diminuir a preocupação com o corpo?
Sim, de certa forma.  Mas aprendi na Bíblia, em I Coríntios 6:19 que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, logo preciso ter zelo e cuidados com meu corpo e saúde.
Como foi a recepção das pessoas à sua conversão, principalmente daqueles que te viam antes como símbolo sexual?
As pessoas me vêem com carinho, dizem que sentem saudade. São elas que vão me ouvir falar de Deus.
Desde o momento que chego num ambiente fico “ligada”. Um dia precisei acompanhar meu marido num evento ligado a samba. Tudo depende da minha postura e do que vou falar, como me comportar, como me vestir.
Eles dizem que hoje estou diferente. Temos que passar para as pessoas a diferença daqueles que servem a Deus e dos que não servem. Muitos sabem que estou na igreja, que não faço mais carnaval, mas o amor e o respeito dessas pessoas não mudaram. Sempre busco a oportunidade de dizer que o que Deus tem feito na minha vida pode fazer na delas também.
Você participa de projetos sociais?
Sempre participei. E quando você faz não precisa falar, mostrar. Quando Deus chama, Ele tem propósito, é para pregar a Palavra. Antes eu era madrinha de ONG, cedia a minha imagem para buscar recursos.
Hoje sou voluntária de uma ONG que assiste a mulheres carentes, mães abandonadas que criam seus filhos sozinhas. Dedico um tempo por semana para conversar, apoiar, falar sobre minha experiência de vida com Deus.

ISLAMISMO NO BRASIL GERA TEMOR

Missionário David Botelho faz alerta e divulga DVD evangelistico

De acordo o Censo do IBGE de 2000, o Brasil registra 27 mil muçulmanos. Segundo informações da Federação Islâmica Brasileira este número pode ser superior a 1,5 milhão. Este quadro tem preocupado importantes líderes cristãos, entre ele o coordenador da Missão Horizontes, pastor David Botelho.
        O líder acredita que esta corrente pode ganhar ainda mais força devido seu poderio econômico, influenciando crianças e jovens. “Eles podem influenciar em qualquer lugar,  devido a facilidade dos meios de comunicação e os recursos econômicos que possuem e que investem na propagação da religião que enfatiza a morte aos não muçulmanos ou infiéis.“
        David Botelho conclama os evangélicos e  crê que este é o melhor momento de mostrar o amor de Jesus, pois Ele é amor. "Temos que orar por esses radicais, pois o sangue de Jesus pode salvar qualquer pecador e temos visto Ele salvar terroristas e temos testemunhos gravado que queremos popularizar em todo território nacional. Também produzimos a série Muito Mais do que Sonhos, que mostra vários muçulmanos que tiveram sonhos e visões com Jesus e se converteram. “

Entrevista

Valéria Valenssa diz que pecava quando era Globeleza


A ex-Globeleza Valéria Valenssa afirmou, em entrevista à revista VEJA, que pecava quando fazia os anúncios do Carnaval na TV Globo. “Mas eu não estava na presença do Senhor, não tinha os conhecimentos que tenho hoje.” Hoje evangélica, Valéria dsse que não sente saudades dos desfiles nas escolas de samba. “Deixei de desfilar porque já tinha vivido tudo como a Globeleza. Com fantasia, sem fantasia.”

A mulata ainda contou o motivo que a levou a freqüentar a Igreja Universal do Reino de Deus: “Tem cultos em diversos horários”. A religião passou a ser mais presente na vida da artista no momento em que foi demitida do cargo de Globeleza. “Estava 10 quilos acima do peso e cometi loucuras. Fiz lipoaspiração, coloquei próteses. Perdi os 10 quilos em apenas dois meses. E no fim fui mesmo substituída. Caí em profunda depressão.”
Com um grupo de funcionários evangélicos da TV Globo, Valéria diz que encontrou Deus. “Quando cheguei a essa reunião, tive um encontro real. Chorei por uma hora e meia. A partir daquele momento, nunca mais me separei Dele. E hoje sou mais feliz.”

Na vida da ex-Globeleza, a mulata estonteante que anunciava o Carnaval na TV Globo é apenas um retrato na parede. Aliás, dois: um de 3 metros de altura, outro de 2 metros. Quando foi demitida, em 2005, Valéria Valenssa se tornou evangélica. Hoje, aos 37 anos e longe da folia, dedica-se ao marido, Hans Donner, e aos dois filhos. E, desde julho deste ano, dá seu testemunho em um templo da Igreja Universal do Reino de Deus no Rio de Janeiro. Valéria falou a VEJA sobre essa nova fase.

Antes de se tornar evangélica você tinha alguma religião?
Nasci em um lar um pouco misturado. Minha mãe era espírita e meu pai, budista. Cresci nesse meio, freqüentava os dois templos. Mas eu era muito jovem. Não tinha preferência por um ou por outro.

A que você atribui o surgimento de sua vocação religiosa?
Em 2004, quando meu segundo filho nasceu, a Rede Globo me avisou que estava à procura de uma nova Globeleza. Eu faria só mais uma vinheta, para o Carnaval de 2005. Estava 10 quilos acima do peso e cometi loucuras. Fiz lipoaspiração, coloquei próteses. Perdi os 10 quilos em apenas dois meses. E no fim fui mesmo substituída. Foi muito traumático, e um desrespeito enorme a mim e, principalmente, ao Hans, depois de catorze anos de trabalho. Caí em profunda depressão. Eu tinha o mundo a meus pés e, no dia seguinte, não tinha mais nada.

E por que a religião lhe pareceu uma saída?
Meu grande exemplo de vida sempre foi (a cantora gospel) Aline Barros, que tem um brilho pessoal impressionante. Eu me inspirei nela para me juntar a um grupo de funcionários cristãos evangélicos da Globo, que se reúne perto da emissora. Foi ali que encontrei Deus.

Como foi esse encontro?
Eu já conhecia Deus. Mas era algo superficial. Outro dia meu filho perguntou ao Hans se ele conhecia o Mike Tyson. E o Hans respondeu que só pela TV. Minha relação com Deus era mais ou menos assim. Quando cheguei a essa reunião, tive um encontro real. Chorei por uma hora e meia. A partir daquele momento, nunca mais me separei Dele. E hoje sou mais feliz, tenho outra visão de vida.

Em que essa visão é diferente?
Se eu não estivesse na presença do Senhor, hoje ainda estaria buscando algo que preenchesse o vazio deixado pela Globeleza. Era como se naquele momento eu fosse uma criança e a Globo tivesse tirado o pirulito da minha mão.

Por que escolheu a Igreja Universal do Reino de Deus?
Porque tem cultos em diversos horários.

Que mensagem você procura passar em seus testemunhos?
A primeira coisa é o amor. Em seguida vem o respeito ao próximo, à família, ao casamento.

Você escreve seus testemunhos ou fala de improviso?
Vou com um roteiro básico. Mas na hora escolho as palavras. Falo sobre a minha experiência de vida. Vim de uma família simples, tive dinheiro e fama, mas nada disso preencheu o vazio que havia dentro de mim. E conto como estou hoje.

Tem saudade do Carnaval?
Não. Deixei de desfilar porque já tinha vivido tudo como a Globeleza. Com fantasia, sem fantasia. Já vivi de tudo. Agora estou em outra fase, só quero curtir a infância dos meus filhos. O Carnaval é uma festa da carne, uma festa do mundo. As pessoas lá estão pecando.

Você pecava quando aparecia nas vinhetas e desfilava com o corpo coberto apenas com tinta e purpurina?
Sim. Mas eu não estava na presença do Senhor, não tinha os conhecimentos que tenho hoje.

Quais são os seus planos para o futuro?
O futuro a Deus pertence. Mas gostaria de escrever um livro com meu testemunho e minha história de vida.

Data: 2/11/2008 19:06:10
Fonte: Veja



EX-GLOBELEZA DÁ SEU TESTEMUNHO

Valéria Valença fala sobre sua conversão

Na vida da ex-Globeleza, a mulata que anunciava o Carnaval na TV Globo é apenas um retrato na parede. Aliás, dois: um de 3 metros de altura, outro de 2 metros. Quando foi demitida, em 2005, Valéria Valenssa se tornou evangélica. Hoje, aos 37 anos e longe da folia, dedica-se ao marido, Hans Donner, e aos dois filhos. Na  Igreja Universal do Reino de Deus no Rio de Janeiro ela fala sobre sua nova fase:

     Nasci em um lar um pouco misturado. Minha mãe era espírita e meu pai, budista. Cresci nesse meio, freqüentava os dois templos. Mas eu era muito jovem. Não tinha preferência por um ou por outro. Em 2004, quando meu segundo filho nasceu, a Rede Globo me avisou que estava à procura de uma nova Globeleza. Eu faria só mais uma vinheta, para o Carnaval de 2005.

     Estava 10 quilos acima do peso e cometi loucuras. Fiz lipoaspiração, coloquei próteses. Perdi os 10 quilos em apenas dois meses. E no fim fui mesmo substituída. Foi muito traumático, um desrespeito enorme a mim e, principalmente, ao Hans, depois de 14 anos de trabalho. Caí em profunda depressão. Eu tinha o mundo a meus pés e, no dia seguinte, não tinha mais nada.

     Meu grande exemplo de vida sempre foi a cantora gospel Aline Barros, que tem um brilho pessoal impressionante. Eu me inspirei nela para me juntar a um grupo de funcionários cristãos evangélicos da Globo, que se reúne perto da emissora. Foi ali que encontrei Deus.

                                
                                                                         Foto: Divulgação

     Eu já conhecia Deus. Mas era algo superficial. Outro dia meu filho perguntou ao Hans se ele conhecia o Mike Tyson. E o Hans respondeu que só pela TV. Minha relação com Deus era mais ou menos assim. Quando cheguei a essa reunião, tive um encontro real. Chorei por uma hora e meia. A partir daquele momento, nunca mais me separei Dele. E hoje sou mais feliz, tenho outra visão de vida.

     Se eu não estivesse na presença do Senhor, hoje ainda estaria buscando algo que preenchesse o vazio deixado pela Globeleza. Era como se naquele momento eu fosse uma criança e a Globo tivesse tirado o pirulito da minha mão. Aprendi com Deus o amor, o respeito ao próximo, à família e ao casamento e é a partir desses conceitos que levo meu testemunho.

     Quando vou falar sobre minha conversão sempre vou com um roteiro básico, mas na hora outras palavras vem. Falo sobre a minha experiência de vida, principalmente que vim de uma família simples, tive dinheiro e fama, mas nada disso preencheu o vazio que havia dentro de mim. E conto como estou hoje.

     Hoje não tenho mais saudades de desfilar porque já “vivi” tudo como a Globeleza. Com fantasia, sem fantasia. Já vivi de tudo. Agora estou em outra fase, só quero curtir os meus filhos. O Carnaval é uma festa da carne, uma festa do mundo. As pessoas lá estão pecando. Eu pecava quando aparecia nas vinhetas e desfilava com o corpo coberto apenas com tinta e purpurina sim, mas eu não estava na presença do Senhor, não tinha os conhecimentos que tenho hoje.

     Não tenho planos para o futuro. O futuro a Deus pertence. Mas gostaria de escrever um livro com meu testemunho e minha história de vida.

TRAGÉDIA EM REALENGO

Evangélico relembra visão de amigos mortos e diz não voltar à escola

Talvez o único aluno a ter a clemência do atirador Wellington Menezes de Oliveira na Escola Municipal Tasso da Silveira, Mateus Moraes, 13, voltou à sua igreja neste domingo, após meses de ausência, para agradecer a Deus por ter sobrevivido. A tragédia na escola da vizinhança foi o principal tema do culto na Igreja Mananciais, no Realengo (RJ).
    Três dias após o ataque, o menino ainda dava sinais de abalo pelo que assistiu. “Fico achando que vou ver a imagem de meus amigos no espelho... É estranho para caramba”, disse, após o culto. Desde quinta-feira, o menino passou a maior parte do tempo em casa, “amuado”, segundo a mãe, Maria de Fátima Moraes. A igreja foi um dos primeiros lugares onde Mateus esteve. “Não entendo direito em que dia estou, quando foi [o ataque]”, disse o menino.
    A Mananciais funciona em uma casa simples na Rua Mandacaru, uma calma via residencial suburbana, repleta de sobrados. O imóvel, um salão retangular de cerca de 80 metros quadrados, é azul claro por fora e verde-água por dentro, com ventiladores de teto, cadeiras de plástico e altar com flores artificiais. Ao violão, o diácono Lucas tocou “louvores”, cânticos evangélicos, em alto volume, com uma potente voz. Mateus acompanhava cantando em voz baixa, com mais 32 pessoas que participaram da reunião. Coincidência ou não, as leituras foram de trecho do “Evangelho de Mateus”.
    O menino chegou às 19h, hora do culto, e saiu 1h30 depois, antes do fim, sentindo cansaço e falta de ar. Após a celebração, o sobrevivente Mateus lamentou ao iG que, na hora do ataque, estava tão nervoso que não orou pelos amigos. Seis crianças morreram em sua turma – Luíza Paula, Bianca, Rafael Pereira, Igor Moraes, Ana Carolina e Milena.
    “Até esqueci de orar pelos meus colegas. Não me lembrei, na hora do desespero. Só pensava em me salvar e pedir para Deus me tirar daquela situação. Eu estava muito nervoso, chorando, minhas pernas tremendo muito, andando de um lado para o outro. Foi um milagre mesmo ter sobrevivido”, disse.
    Durante o ataque, Mateus orou, pediu para não ser morto e, ainda sem entender por quê, ouviu do atirador que não seria atingido. “Fica tranqüilo, gordinho, que não vou te matar”, disse o criminoso.
    O pastor Jorge Luiz Camargo atribuiu a Deus a sobrevivência de Mateus e, no sermão, pediu consolo às famílias das crianças mortas. “Só Deus pode consolar quem perdeu entes queridos. Agradecemos por todos os filhos que foram guardados por ti naquela escola, pelo Mateus... Consola essas famílias, quem está chorando sem entender nada, Deus tenha misericórdia de todas as pessoas atingidas direta e indiretamente por essa tragédia”, disse.
    “Agradecemos pela vida de Mateus, de Lucas [outro membro da igreja que estava na escola, embora em outro andar], de todas as crianças que não foram alcançadas por aquele homem”, afirmou uma senhora, em depoimento aos fiéis.
    Para a passadeira Maria de Fátima Moraes Coelho, mãe do menino, só a fé explica o fato de Mateus não ter sido atingido. “Foi a coisa mais incrível do mundo. O rapaz falava: ‘Sai da frente’, e atirava nos outros, como se o Mateus fosse uma sombra, um vulto que o atrapalhasse a atirar nos outros”, disse Fátima.
    Mateus tem a lembrança viva dos momentos na sala de aula, em especial do amigo Rafael Pereira, que morreu. Segundo ele, enquanto os estudantes ouviam tiros na sala vizinha, onde Wellington começou a disparar, o colega virou-se para Mateus.
    “Rafael falou comigo: ‘Cara, não quero morrer, não. Quero voltar para casa e jogar Grand Chase [jogo de computador]’”, contou Mateus, referindo-se a um jogo de computador que jogavam diariamente juntos. Eles também trocavam dicas de “livros maneiros” para ler.
    “Lembro também do Igor agachado, quietinho no canto. Um colega falou para eu abaixar. O Carlos Mateus tinha levado um tiro e dizia que estava doendo muito. Ele dava o tiro e parecia que não estava pegando, que estava dando para assustar. Dava até para fugir, Roger fugiu antes, correndo, William fugiu, a professora fugiu.”
    Por causa das lembranças, Mateus não pretende voltar a estudar na escola Tasso da Silveira. O menino diz ter raiva do atirador. “É um assassino, mesmo. Tenho raiva, porque ele matou meus colegas.”